sábado, 14 de abril de 2012


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quarta-feira, 28 de março de 2012


DEM vê naufragar o projeto ‘Demóstenes-2014 (Josias de Souza)


DEM vê naufragar o projeto ‘Demóstenes-2014’

Em 6 de dezembro de 2011, discursando numa convenção do DEM, Demóstenes Torres soou como candidato a 2014. O partido “não pode mais ser coadjuvante”, disse, dirigindo-se a uma platéia que sonha com o dia em que se desacoplará do PSDB. “É melhor ser cabeça de cachorro do que rabo de leão.”
O colega Jayme Campos, senador pelo Mato Grosso, enxergou na calva do colega uma juba invisível: “Vamos saudar nosso candidato a presidente, Demóstenes Torres.” Seguiram-se aplausos efusivos. Decorridos três escassos meses, Demóstenes parece mais próximo da renúncia ao Senado. Um cacique do DEM que ajudou a engrossar as palmas lamentava, na noite passada: “Nossa aposta virou cachorro morto.”
Um momento crucial das biografias é o encontro do homem com seu erro. Demóstenes avistou-se com o erro, constatam todos os que o conhecem –ou imaginavam conhecer— no instante em que aproximou sua biografia à folha corrida do contraventor Carlinhos Cachoeira.
Se a atuação de Demóstenes no Senado ensinou alguma coisa, é a não esperar qualquer tipo de intenção altruísta de personagens como Cachoeira. Quando se achegam a pessoas influentes, não buscam amizade, mas o intercâmbio de favores que lhes facilitem a sobrevivência.
Em conversa com um amigo, José Agripino Maia, o presidente do DEM, lamentou: “Abriu-se um abismo entre o discurso do Demóstenes e a prática” insinuada nas páginas dos documentos da Polícia Federal.
Outra voz influente do partido espanta-se com o abatimento de Demóstenes. “Nas conversas conosco, ele não consegue passar segurança em relação ao que está por vir”. Pedro Taques (PDT-MT), um senador que tocava na banda de Demóstenes, choca-se com o já visto: “É muito grave”.
Demóstenes não possui estatura avantajada. Antes atarracado, ganhou aparência franzina depois de um regime seguido de cirurgia. Agigantava-se, porém, no meio de um Senado majoritariamente composto de pequenos homens.
Batizado com nome de orador grego (Δημοσθένης, na grafia original), Demóstenes esbanjava eloquência de linguagem. Afigurava-se tão dotado de valores morais e princípios éticos que deixava antever um roteiro inevitável.
Assim como a primavera se sucede ao inverno e o verão vem depois da primavera, assim também a carreira política do advogado Demóstenes –ex-delegado de polícia, ex-secretário de Segurança de Goiás e promotor de Justiça licenciado— o conduziria às mais altas funções da República.
Foi então que se descobriu que o senador já se havia encontrado com seu erro. Não foi nenhum golpe de azar. Carlinhos Cachoeira tornara-se nacionalmente conhecido em 2004. Aparecera em vídeo oferecendo propina a Waldomiro Diniz, protagonista do primeiro escândalo da Era Lula.
No campo jurídico, ensina o colega Pedro Taques, ex-procurador da República, Demóstenes é credor do beneficío da dúvida e do direito ao contraditório. Porém, no universo da política, a simples proximidade com Cachoeira, por inqualificável, tornou-se fácil de qualificar.
A coisa pareceu impensável quando se descobriu que o senador recebera do contraventor uma geladeira e um fogão importados. Da tribuna, Demóstenes admitiu, em discurso de 6 de março, a amizade tóxica. Disse que as peças de cozinha foram presentes de casamento. A “boa educação” o impedira de recusar.
Do impensável, foi-se ao inacreditável. O senador reconheceu dias depois que se comunicava com o malfeitor por meio de um aparelho de rádio antigrampo habilitado em Miami. Espanto, pasmo, estupefação! Que conversas teria alguém com nome de orador grego com um Cachoeira cuja atividade é uma cascata de ilegalidades?
Prevalecendo sobre o equipamento, a Polícia Federal escutou três centenas de diálogos. Do inacreditável, evoluiu-se para o inaceitável. Relatório policial enviado à Procuradria-Geral da República em setembro de 2009 informou que a voz de Demóstenes soou num grampo pedindo a Cachoeira R$ 3 mil para pagar uma fatura de táxi aéreo.
Senadores que haviam se solidarizado com Demóstenes no discurso da geladeira e do fogão passaram a cobrar dele um comportamento de Demóstenes. Exigiram novas explicações. Agripino apressou-se em expressar o “incômodo” que a “dúvida” instila no DEM.
Nesta terça (27), exilado em seu gabinete, um Demóstenes silencioso falou por escrito. Redigiu dois ofícios. Num, informou a Agripino sua decisão de renunciar à liderança do DEM. Noutro, esclareceu a José Sarney, presidente do Senado, que só voltará à tribuna depois de conhecer o inteiro teor das acusações que o espreitam.
O político celebrado como “candidato a presidente” na convenção de dezembro tornou-se pré-candidato a réu. Com atraso de dois anos e meio, o procurador-geral da República Roberto Gurgel requereu ao STF a abertura de inquérito contra Demóstenes e outros políticos pilhados nas escutas da PF.
Demóstenes, o promotor, sabe que tudo o que for dito agora por Demóstenes, o senador, poderá ser usado num futuro próximo contra Demóstenes, o potencial denunciado. Por isso, o orador loquaz dá lugar ao advogado cauteloso.
Considerando-se os dois campos esboçados pelo ex-procurador Pedro Taques –o mundo dos tribunais e o universo do Legislativo— a nova tática de Demóstenes pode ser útil à formulação de sua defesa. Como estratégia política, o silêncio faz dele um senador hemorrágico.
A única vez em que o DEM teve candidato próprio ao Planalto foi em 1989. Numa época em que ainda se chamava PFL, a legenda foi às urnas representada por Aureliano Chaves. Amealhou ridículos 0,9% dos votos. Terminou em oitavo lugar.
Desde então, o ex-pefelê frequenta a cena política como força auxiliar do tucanato. Esvaziado pelo PSD do desertor Gilberto Kassab, o DEM –ou um pedaço expressivo do partido— via em Demóstenes um projeto de alforria.
Ao encontrar-se com seu erro, Demóstenes tornou-se uma espécie de ex-Demóstenes. E o DEM voltou a flertar com o seuSistema Hormonal (Um dos 600 BlogS do Painel do CoroneL PaiM) destino de “rabo de leão.” Dependendo de como terminar a administração Dilma Rousseff, pode ter de associar-se a um PSDB sem juba.
Quanto a Demóstenes, está como que condenado ao mesmo tipo de tratamento que costumava dispensar aos transgressores que tinham o azar de cruzar-lhe o caminho. Ao misturar-se com Cachoeira, o ex-presidenciável tropeçou no erro. Passou adiante, sem desconfiar de que o erro é o erro. Sendo quem era, deveria ter olhado para o erro e proclamado: “Ali está o erro”.

domingo, 25 de março de 2012

Serra, Aécio e a neo-TPM, tensão pré-municipal - Josias de Souza


Majoritariamente favorável à candidatura presidencial de Aécio Neves, o tucanato federal torce pela candidatura municipal de José Serra com espírito olímpico. Um pedaço do PSDB inspira-se no lema do barão de Coubertin, criador das Olimpíadas modernas: “O importante não é vencer, é competir.”
Um grão-tucano especialista em intrigas emplumadas explica o paradoxo: “Sentado na cadeira de prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab converteu o DEM, um partido que era relativamente estruturado, em ruínas. Acomodado no mesmo assento, Serra pode, com menos esforço, virar o grande estorvo do projeto presidencial de Aécio.”

quarta-feira, 21 de março de 2012


Para Serra, assinatura de Serra equivale a ‘nada’ (Josias de Souza)



Como na sina de Prometeu, José Serra está acorrentado a um suplício. Assumido em 2004 e desonrado em 2006, o compromisso de permanecer na prefeitura até o fim do mandato bica-lhe o fígado com a renitência de uma águia de mitologia grega.
Serra assinara o fatídico documento durante sabatina organizada pela Folha em 14 de setembro de 2004. Dali a dois anos, em 2006, deu o assinado por não rubricado e foi à sorte dos votos na campanha para governador.
Devolvido pelas circunstâncias às querelas municipais, Serra apresenta-se novamente como candidato a prefeito. Numa entrevista radiofônica, foi reinquirido sobre o rompimento do compromisso. Sua emenda piorou o soneto:
“Eu não assinei nada em cartório. Isso é folclore. Houve um debate, uma entrevista. O pessoal perguntou: ‘Se o senhor for eleito prefeito vai sair para se candidatar à Presidência?’ Eu disse que não. ‘Então assina aqui.’ Eu assinei um papelzinho. Não era nada…”
Serra não ignorava que o “papelzinho” viraria munição contra ele. No alvorecer da campanha atual, apressou-se em dizer que o sonho do Planalto “está adormecido”. Assegurou que se concentra agora na prefeitura. Jura que, eleito, governará a cidade até 2016.
Um observador incauto perguntaria: ora, se a assinatura de Serra tem perna curta, como levar ao pé da letra um lero-lero que não dispõe nem do anteparo de um “papelzinho.”

domingo, 26 de fevereiro de 2012

PSDB nacional buscará agora unidade pró Aécio (Josias de Souza)




PSDB nacional buscará agora unidade pró Aécio
 


A cúpula do PSDB federal enxerga na decisão de José Serra de disputar a prefeitura de São Paulo a perspectiva de obter algo que o partido persegue há anos sem sucesso: a unidade em torno de um projeto nacional.
Planeja-se agora apressar a consolidação da candidatura presidencial de Aécio Neves. Na expressão de um dirigente tucano, deseja-se converter Aécio de opção “óbvia” –como o definiu FHC— em “fato consumado”.
Sob críticas, Aécio já vinha sendo instado a assumir-se como candidato a 2014. As cobranças para que ele se apresente mais claramente como contraponto ao governo petista serão intensificadas.
oOo
Os tucanos que operam as engrenagens do PSDB nacional receberam o último movimento de Serra com alívio. Receava-se que ele continuasse a fazer ouvidos moucos para os recados enviados pelo partido.
Traduzindo um sentimento que alega ser generalizado na legenda, a direção do PSDB sinalizava para Serra que seu projeto presidencial esgotara-se. Assumida a contragosto, a opção municipal foi entendida como uma “caída em si” de Serra.
Para viabilizar-se em São Paulo, Serra terá de se esforçar para convencer o eleitor paulistano de que, eleito, não arredará o pé da prefeitura até 2016. Um discurso que o aliado Gilberto Kassab já começou a esgrimir neste sábado (26).
Assim, Aécio fica como que liberado para mover-se como única alternativa presidencial já neste ano eleitoral de 2012. O partido quer que ele desfile seus pendores de candidato nos principais palanques municipais de oposição.
oOo
Unificando-se, o PSDB obterá algo jamais alcançado desde que Fernando Henrique Cardoso concluiu seu segundo mandato na Presidência, em 2002. O partido converteu-se numa espécie de agremiação de amigos 100% feita de inimigos.
O tucanato compareceu a todas as sucessões presidenciais trincado. Em 2002, Serra tornou-se candidato do PSDB após travar renhida disputa com Tasso Jereissati. Prevaleceu no partido. E perdeu para Lula.
Em 2006, Serra mediu forças com Geraldo Alckmin. Na última hora, recuou. Convertido em candidato num conciliábulo de cúpula, Alckmin foi derrotado, em segundo turno, por Lula.
Em 2010, Serra disputou a vaga de candidato com Aécio Neves. Depois de passar meses exigindo a realização de prévias, Aécio se deu por vencido. E Serra foi à sorte dos votos pela segunda vez. Perdeu para Dilma Rousseff, o poste de Lula.
Assim, mantido o cenário idílico projetado pelo PSDB federal, será a primeira vez desde a saída de FHC do poder que o partido construirá uma candidatura ao Planalto sem ter José Serra num dos cantos do ringue.
É grande no tucanato a torcida para que Serra obtenha as condições políticas para pavimentar internamente sua candidatura a prefeito. É maior ainda a torcida para que ele consiga se eleger.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012


Cúpula petista já traça cenário em SP com Serra e revê estratégias de Haddad 



Segmentos do PT que trabalhavam abertamente pela aliança do partido com o PSD do prefeito Gilberto Kassab na capital paulista - e apostavam nessa união para atingir um eleitorado mais conservador - já iniciaram uma revisão da estratégia eleitoral em que consideram a entrada do ex-governador José Serra (PSDB) na disputa.
A avaliação de dirigentes próximos ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deu o pontapé para o PT negociar com Kassab, é que o pré-candidato petista, Fernando Haddad, terá de montar, com urgência, uma agenda específica de aproximação com empresários e grupos religiosos. Essa estratégia seria necessária diante da boa interlocução de Serra com os dois segmentos no Estado, na avaliação dos petistas. E mais: temas como segurança pública devem se destacar na campanha por terem apelo direto desse eleitorado que o PT busca atingir.
Além disso, uma provável candidatura de Serra acendeu o sinal amarelo no PT porque o tucano contaria com o auxílio de duas máquinas: o governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo.
O prefeito Gilberto Kassab conversou com a presidente Dilma Rousseff, na quarta-feira, sobre o cenário em São Paulo. Segundo relatos de interlocutores da presidente, disse que não terá como deixar de apoiar Serra, mas que mantém o compromisso de tornar o PSD um partido da base aliada. Kassab teria ido além: deixou claro que a união com Serra em São Paulo, 'um beco sem saída', não altera os seus planos de compor com o PT no Estado em 2014. Agora, porém, fica mais complexo a cúpula petista apostar tantas fichas numa lealdade futura de Kassab.
Primeiro sinal. O prefeito, que mantém contatos diários com Serra, recebeu do padrinho político nos últimos dias um claro sinal de que ele está revendo a decisão de não entrar na disputa eleitoral paulistana. Diante da possibilidade e do aviso de Serra, Kassab brecou as negociações com o PT e deu a indefinição do tucano como razão para suspender o diálogo.
A tese de revisão da estratégia de campanha, porém, esbarra em resistências no entorno do candidato. 'A escolha do Haddad já era uma forma de conquistar esse setor que tem dificuldade de votar no PT', disse um aliado do ex-ministro. Haddad confidenciou a petistas mais próximos que prefere disputar com Serra porque, assim, ficaria mais clara a diferença de projetos do PT e do PSDB.
Alheio aos movimentos de Serra e aos avisos do prefeito paulista à cúpula petista, o líder do PT no Congresso, Cândido Vaccarezza (SP), ainda não descarta a aliança com o PSD: 'Ainda é cedo para falar de estratégia (eleitoral de Haddad). O que posso falar agora é que nos interessa trazer o Kassab para aliança'.
'Aliviado'. Interlocutores dizem que Haddad se mostra 'aliviado' com a possível entrada de Serra na disputa e com o estancamento da movimentação de Kassab em direção ao PT.
Segundo o presidente do PT paulistano, vereador Antonio Donato, o partido precisa construir um arco de alianças com a base aliada do governo Dilma Rousseff - o que excluiria o PSD. 'Vamos dialogar com a cidade, apresentar um programa sintonizado com o desejo de mudança da sociedade paulistana. E construindo um arco de alianças que vem da base do governo Dilma.'
Para a ala do PT ligada a Lula, no entanto, a 'polarização' entre petistas e tucanos, em São Paulo, não garante ao partido vitória eleitoral. Ao contrário. A ascensão eleitoral do PT esbarra exatamente num voto mais conservador, que Lula apostava em conquistar com a ajuda de Gilberto Kassab.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012


FHC retoma críticas a Serra e aponta Aécio como provável candidato em 2014

5/2/2012 14:44,  Por Redação, com RBA - de São Paulo

FHC
FHC (Centro) critica Serra e aponta Aécio (D) como provável candidato tucano em 2014
Ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso voltou a criticar o ex-governador José Serra durante a campanha eleitoral de 2010, disputada contra Dilma Rousseff, em artigo publicado na edição deste domingo do diário ultraconservador paulistano O Estado de S. Paulo. Na qualidade de presidente de honra do PSDB nacional, FHC reafirma que o senador Aécio Neves (MG) é, atualmente, o mais provável candidato da sigla em 2014, embora o veja “em fase de testes”.
O tucano retomou as críticas que já havia feito durante uma recente entrevista à revista britânica The Economist, quando culpou Serra pelo fracasso nas últimas eleições presidenciais. “José Serra, amadurecido por êxitos e derrotas, não conseguiu deixar clara em 2010 sua mensagem”, argumentou no jornal paulistano, afirmando que o ex-governador deveria ter demonstrado mais convicção na defesa de suas propostas.
“O isolamento em que sua campanha ficou, dadas as dissonâncias internas do PSDB e as dificuldades para fazer alianças políticas, impediu a vitória”, escreveu FHC.
Na sequência, o ex-presidente expõe novamente sua visão de que Aécio Neves é o “mais óbvio provável candidato” por conta da boa posição em Minas Gerais e de seu estilo de fazer política. Ainda assim, o senador “está em fase de teste: transmitirá uma mensagem que salte os muros do Congresso e chegue às ruas?”. FHC pensa que Aécio deve ter a ousadia de dizer “verdades inconvenientes”, ainda que tenham um custo eleitoral, para mostrar à população que existe um “outro lado” na política.
O texto, intitulado Crer e perseverar, tem como mote a necessidade de a oposição deixar de lado a timidez em criticar um governo tão popular, centro dos debates de integrantes de DEM e de PSDB, incentivados pela mídia tradicional, nas últimas semanas, em especial depois que tucanos atacaram abertamente o que consideram uma postura tímida de Aécio na contraposição a Dilma Rousseff.
Em dois momentos, FHC compara a popularidade das gestões de Lula e de Dilma às obtidas durante o chamado “milagre econômico”, durante a ditadura. Ele considera que a oposição deve fazer seu papel independentemente do resultado eleitoral que isso acarrete, ainda que precise escolher aquilo que deseja, situação diferente da vivida durante o regime autoritário, quando estava claro que se o alvo era a abertura política.
O ex-presidente garante que ganhou duas vezes eleições contra Luiz Inácio Lula da Silva porque tinha uma mensagem clara, a da estabilização econômica por meio do Plano Real, e que o próprio Lula teve êxito quando se mostrou “audacioso, desprendido e generoso”.

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Médico Clínico e Sanitarista - Doutor em Saúde Pública - Coronel Reformado do Quadro de Dentistas do Exército. Autor dos livros "Sistemismo Ecológico Cibernético", "Sistemas, Ambiente e Mecanismos de Controle" e da Tese de Livre-Docência: "Profilaxia dos Acidentes de Trânsito" - Professor Adjunto IV da Faculdade de Medicina (UFF) - Disciplinas: Epidemiologia, Saúde Comunitária e Sistemas de Saúde. Professor Titular de Metodologia da Pesquisa Científica - Fundação Educacional Serra dos Órgãos (FESO). Presidete do Diretório Acadêmico da Faculdade Fluminense de Odontologia. Fundador do PDT, ao lado de Leonel Brizola, Darcy Ribeiro, Carlos Lupi, Wilson Fadul, Maria José Latgé, Eduardo Azeredo Costa, Alceu Colares, Trajano Ribeiro, Eduardo Chuy, Rosalda Paim e outros. Ex-Membro do Diretório Regional do PDT/RJ. Fundador do Movimento Verde do PDT/RJ. Foi Diretor-Geral do Departamento Geral de Higiene e Vigilância Sanitária, da Secretaria de Estado de Saúde e Higiene/RJ, durante todo o primeiro mandato do Governador Brizola.