sábado, 17 de maio de 2014

Próxima eleição não terá vencedor

Entre as muitas especulações sobre as próximas eleições, uma coisa já se sabe com certeza: serão eleições sem vencedores.
Dilma Rousseff está à frente nas pesquisas, mas enfrenta forte pressão de insatisfeitos no meio político, perde cada vez mais força nos estados e tenta segurar sua vantagem cada vez frágil com discursos sem uma direção definida.
Aécio Neves representa uma direta repudiada pela maior parte da população, e ainda tem como principal currículo ser neto de Tancredo Neves. Seus feitos como homem público são pouco conhecidos pela maior parte da população e seu discurso não se alinha com o discurso do povo.
Eduardo Campos, Dilma e Aécio Neves
Eduardo Campos, Dilma e Aécio Neves
Eduardo Campos e Marina representariam - principalmente pela presença de Marina - uma força de extrema esquerda. Marina tem o forte discurso ligado ao meio ambiente e às causas do homem do campo. E Eduardo Campos ainda não tem um nomecapaz de representar uma unidade nacional.
Esta oposição Aécio, Campos, Marina, unida, poderia derrotar Dilma. Mas é possível imaginar Marina apoiando Aécio, que defende o agronegócio?
O que se espera realmente destas eleições é que o número de votos nulos e em branco bata recorde.
Com Dilma experimentando o descrédito, e com uma oposição sem unidade, quem ganhar nas urnas não poderá se considerar um verdadeiro vencedor. O próximo presidente não será um legítimo representante da sociedade.
E neste quadro, se protestos continuarem a eclodir, não haverá uma força nacional, um líder capaz de unificar o país.
Tags: aécio, campos, dilma, eleição, marina, urna

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Tucanos intensificam pressão para que Serra seja vice de Aécio

Por Luciana Lima - iG Brasília | - Atualizada às
 

Diante de articulação comandada por nomes como FHC, aliados do ex-governador dizem que convite formal é a única pendência para chapa; entre aecistas, combinação preocupa

Nos últimos dias, os tucanos intensificaram as pressões para lançar o ex-governador de São Paulo José Serra como vice de Aécio Neves na corrida presidencial deste ano. Vários políticos do partido tiveram conversas com Serra ou com Aécio para tentar convencê-los de que a chapa puro sangue seria capaz de alavancar votos para o mineiro no estado de São Paulo e no Sul do país, onde Serra tem bastante prestígio.
Poder online: E o humor de José Serra melhorou
Eleições: Aécio será oficializado candidato à Presidência do PSDB em 14 de junho

“Não é impossível que isso ocorra, mas eles precisam sentar e conversar”, disse o deputado Jutahy Magalhães, um aliado de primeira hora do ex-governador José Serra.
Pessoas próximas aos dois tucanos concordam, nos bastidores, que falta apenas uma conversa entre os dois, na qual eles expressem formalmente uma vontade mútua de candidatura, para que a chapa seja fechada.
Divulgação/PSDB
Tucanos intensificam pressão para lançar o ex-governador José Serra como vice de Aécio Neves


Esta conversa não ocorreu, apesar de Aécio e Serra terem se encontrado na semana passada em um jantar oferecido pelo ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PSD). Depois disso, os dois encontraram-se novamente, em Uberaba, durante a Expozebu.
Entre os tucanos que conversaram sobre o assunto com Aécio ou com Serra estão o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o governador de Goiás, Marconi Perillo; o secretário de governo de Minas Gerais, Danilo de Castro, o senador Cássio Cunha Lima, o deputado Jutahy Magalhães, além do ex-prefeito de Vitória Luiz Paulo Vellozo Lucas, que coordenou as duas campanhas de Serra à Presidência da República e que atualmente tem trabalhado no centro da pré-campanha de Aécio Neves.
Outra ponte importante para que a chapa seja fechada tem sido feita pelo ex-governador de São Paulo Alberto Goldman, grande aliado de Serra e que tem participado com bastante frequência da pré-campanha de Aécio.
Leia mais: Aécio Neves busca receita para controlar avanço de Eduardo Campos
Apesar do cortejo, as conversas apontam que há ainda uma animosidade entre eles. Os mais ligados a Serra apostam que a união não é impossível de acontecer. Para os mais próximos, Serra tem emitido sinais claros de que aceita a empreitada. Entre os sinais citados estão as conversas com correligionários sobre o assunto e os encontros políticos com prefeitos no interior do estado que Serra intensificou nos últimos meses.
“A escolha do vice tem um componente pessoal do candidato que tem um peso muito grande. Mas Serra é uma das lideranças mais expressivas do nosso partido. Não é qualquer militante. É uma pessoa que tem uma experiência de gestor público que pode ser muito importante na campanha”, disse o deputado Mendes Thame (SP), um fiel aliado do ex-governador paulista e secretário-geral do partido.
Aécio, por sua vez, não descarta a possibilidade, mas também não tomou nenhuma iniciativa evidente de aproximação. Interlocutores mais próximos do mineiro apontam uma resistência maior à possível chapa e evocam como principal obstáculo a tensão na relação entre os dois tucanos.
Da parte de Aécio, há um entendimento cristalizado de que o vice tem que sair de São Paulo, maior colégio eleitoral do país. O nome do senador Aloysio Nunes soa mais palatável aos aecistas, mas esbarra nos rumores de seu envolvimento com o esquema de corrupção envolvendo a empresa Alstrom e obras no metrô de São Paulo durante os governos tucanos. Além disso, o vídeo divulgado na internet no qual Aloysio Nunes aparece insultando um blogueiro que insistia em entrevista-lo sepultou de vez as chances de que ele seja o vice.
“O que nós sentimos é que o vice será de São Paulo. O que existe de cristalizado é de que a vitória de Aécio passa pela vitória em São Paulo”, enfatizou Thame.
Há também, por parte dos aecistas, um temor de que Serra divida holofotes com Aécio, caso seja o candidato a vice. Neste caso, a campanha tucana teria que enfrentar problemas semelhantes ao que Eduardo Campos (PSB) tem precisado combater com Marina Silva de vice. Aécio, de acordo com um aliado, ainda avalia se vale a pena apostar na chapa puro sangue e correr o risco de um eventual atrito durante a campanha.
O anúncio do candidato, apostam os mais próximos de Aécio, só deve ser feito uma semana antes da convenção do partido, marcada para ocorrer no dia 14 de junho.
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terça-feira, 6 de maio de 2014

Eleições: PSDB lança pré-candidatura de Aécio Neves


Convenção será 14 de junho. Não há ainda definição sobre o vice de Aécio ou sobre as alianças no Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Eleições 2014

PSDB lança Aécio como pré-candidato do partido à Presidência da República

Nome de vice e principais alianças estaduais segue sem definição pela legenda, que terá convenção no dia 14 de junho
Dirigentes do PSDB de todo o Brasil vieram a Brasília nesta terça-feira lançar a pré-candidatura de Aécio Neves (PSDB-MG) à Presidência da República. A convenção para lançar seu nome ficou marcada para 14 de junho, em São Paulo. Não há ainda definição sobre o vice de Aécio ou sobre as alianças em estados importantes como Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
— Definimos para o dia 14 de junho, a partir 10h, a convenção nacional do PSDB em São Paulo para definir a candidatura presidencial do partido. É uma homenagem ao governador Alckmin e à importância de São Paulo na construção política. Recebo a indicação com a humildade de quem sabe que essa é uma construção coletiva em favor do Brasil — disse Aécio.
O evento foi realizado em Brasília na presença de lideranças tucanas para criar um fato político e dar destaque à candidatura de Aécio, uma semana após o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), lançar sua chapa com Marina Silva.
— Achava que as finalizações ocorreriam só em maio, mas elas se precipitaram. Outros acordos vão depender de ajustes finais porque em alguns casos dependem de questões pessoais.
No evento, Aécio anunciou que o ex-senador Tasso Jereissati será candidato ao Senado no Ceará, resolvendo um problema de falta de palanque para o PSDB no estado. O nome que será apoiado ao governo do estado é o do ex-deputado Roberto Pessoa.
No Rio de Janeiro, ainda não há definição sobre a aliançaAécio destacou que há sinalizações de apoio por parte de peemedebistas, mas que nenhum acordo foi fechado até o momento.
— Uma parcela dos partidos políticos mais importantes que hoje estão na base do governo já manifestaram vontade de caminhar com o PSDB no Rio. Temos conversa com PSDPMDB e SDD e também deveremos ter uma manifestação do PP se dispondo espontaneamente a estar conosco. A aliança formatada até agora é com DEM e PPS, com possibilidade de agregar o PV. Não há definição de quem será o candidato ainda — afirmou Aécio.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Campos resgata apoio de Casagrande para montar palanque no Espírito Santo

Por Luciana Lima - iG Brasília | - Atualizada às

    O governador capixaba era o único do PSB a não se engajar na campanha presidencial no seu colega de partido. Para Campos, palanque no Espírito Santo facilitará sua inserção no Sudeste

     O quadro de indefinição no Espírito Santo a respeito do palanque de Dilma Rousseff fez com que o pré-candidato à Presidência da República do PSB, Eduardo Campos, se apressasse para resgatar o apoio do governador do estado Renato Casagrande (PSB), o único dos governadores do partido a não se alinhar, até agora, ao projeto nacional da legenda.
    Leia mais:
    A empresários, Campos promete acabar com a ‘política do século passado’
    À militância, presidente do PT vai ratificar Dilma e atacar Campos e Aécio
    A adesão de Casagrande à campanha de Campos ficou acertada em uma reunião neste domingo (4), no Recife. Campos chamou Casagrande para a conversa depois que o PT começou o flerte com a candidatura do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) ao governo, aliança defendida pela cúpula nacional petista, mas que não conta com total apoio do partido no Estado. Ficou decidido que Casagrande fará o palanque de Eduardo Campos.
    Casagrande havia feito um acordo com Campos de manter-se neutro em relação à campanha nacional para ter o apoio do PT no Estado. Ele não compareceu ao lançamento da dupla Eduardo Campos e Marina Silva e manteve uma postura totalmente fora da pré-campanha socialista em respeito ao compromisso firmado com o PT local.
    Na composição avalizada por Campos, a chapa para a reeleição de Casagrande poderá dar a vaga para a disputa ao Senado ao ex-prefeito de Vitória, Luiz Paulo Vellozo Lucas, aliado de primeira hora do candidato tucano à presidência, Aécio Neves. Neste caso, deverá se formar uma chapa, com dois palanques.
    “A ideia é Casagrande pedir votos para Campos e Luiz Paulo para Aécio”, comentou o deputado Júlio Delgado (PSB-MG), um dos interlocutores mais assíduos de Eduardo Campos e responsável pela costura no Sudeste.
    Diante da decisão de Casagrande, que deverá ser anunciada nesta semana, o PT deverá se aliar ao PMDB na campanha de Hartung. Até a semana passada, o clima entre os petistas era de dúvida. O presidente do partido, Rui Falcão, chegou a dizer a políticos capixabas que o PT só iria com Hartung caso houvesse o compromisso do ex-governador de se empenhar de fato na montagem do palanque de Dilma no Estado.
    O ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência da República, que estava em visita ao Estado na semana passada, também chegou a conversar com Casagrande sobre a aliança e assumiu o compromisso de ponderar junto a Lula para que a aliança entre PSB e PT pudesse prosperar no Estado.
    A desconfiança petista em relação a Hartung tem origem em campanhas anteriores. Hartung se manteve neutro em 2006 na campanha à reeleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e no segundo turno para a eleição de Dilma Rousseff.

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    sexta-feira, 2 de maio de 2014

    Encontro Nacional do PT reforça candidatura da Dilma e tenta abafar 'Volta Lula’

    Por Vasconcelo Quadros - iG São Paulo | - Atualizada às
    • participam do encontro realizado em São Paulo; eles vão apontar as diretrizes do programa de governo
    O PT vai reforçar a candidatura de Dilma Rousseff e tentar abafar o movimento “Volta Lula”. Foi o determinado entre todas as correntes do Partido dos Trabalhadores durante o Encontro Nacional do PT, que acontece nesta sexta-feira (2) e sábado (3), no salão de convenções do Anhembi, em São Paulo.
    Esta noite, Lula e a presidente Dilma vão participar do Encontro Nacional do PT. O objetivo da reunião é apontar as diretrizes do programa de governo de Dilma, entre eles se deve ser mantido o entendimento com o PMDB, inclusive a candidatura do vice Michel Temer, e os partidos da base.
    Leia também: Encontro Nacional do PT sepulta o 'Volta Lula', diz ministro Gilberto Carvalho
    O encontro ocorre em meio ao fogo cerrado das oposições para minar a candidatura de Dilma e forçar um segundo turno nas eleições presidenciais deste ano.
    Os partidos de oposição contaram com dois episódios péssimos para o governo: a queda para 37% de Dilma na preferência do eleitorado e a bancada do PR, partido da base, divulgou esta semana um manifesto pelo “Volta Lula”, forçando a presidente a reafirmar sua candidatura com base na fidelidade recíproca com seu principal cabo eleitoral.
    Na quarta: Para Berzoini, "Volta Lula" não faz sentido
    Leia mais: Dilma diz que "tocará em frente" mesmo sem apoio da base
    Entre os partidários do PT que defenderam a reafirmação da campanha de Dilma e também a necessidade de que o partido tire uma resolução até o fim do encontro uma maneira de anular o “Volta Lula” foram o presidente do PT Rui Falcão; o ministro da articulação política Ricardo Berzoini; (PT-SP); José Guimarães (PT-CE), da corrente Construindo um Novo Brasil e ex- líder do PT da Câmara; a ex-ministra dos Direitos Humanos Maria do Rosário (PT-RS), da corrente Movimento PT; MarKus Sokol, da corrente O trabalho; o deputado Fernando Ferro (PT-PE), da corrente mensagem. O ministro da Pesca José Fritsch defendeu que o Lula assuma a coordenação da campanha da Dilma
    No encontro, também foi abordado o retorno do ex-deputado José Genoino para o presídio da Papuda. “Foi um desrespeito através de uma decisão monocrática. O partido responsabiliza o Barbosa pelo o que acontecer com o Genoino”, disse Rui Falcão.
    Condenado no processo do mensalão, Genoino estava em prisão domiciliar temporária desde novembro do ano passado, depois de passar mal na prisão e alegar problemas de saúde. Desde então, Genoino morava na casa alugada em Brasília com sua mulher e filhos. A defesa do deputado chegou a pedir ao Supremo que a prisão domiciliar fosse concedida em definitivo, pedido negado pelo ministro Joaquim Barbosa.
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    Médico Clínico e Sanitarista - Doutor em Saúde Pública - Coronel Reformado do Quadro de Dentistas do Exército. Autor dos livros "Sistemismo Ecológico Cibernético", "Sistemas, Ambiente e Mecanismos de Controle" e da Tese de Livre-Docência: "Profilaxia dos Acidentes de Trânsito" - Professor Adjunto IV da Faculdade de Medicina (UFF) - Disciplinas: Epidemiologia, Saúde Comunitária e Sistemas de Saúde. Professor Titular de Metodologia da Pesquisa Científica - Fundação Educacional Serra dos Órgãos (FESO). Presidete do Diretório Acadêmico da Faculdade Fluminense de Odontologia. Fundador do PDT, ao lado de Leonel Brizola, Darcy Ribeiro, Carlos Lupi, Wilson Fadul, Maria José Latgé, Eduardo Azeredo Costa, Alceu Colares, Trajano Ribeiro, Eduardo Chuy, Rosalda Paim e outros. Ex-Membro do Diretório Regional do PDT/RJ. Fundador do Movimento Verde do PDT/RJ. Foi Diretor-Geral do Departamento Geral de Higiene e Vigilância Sanitária, da Secretaria de Estado de Saúde e Higiene/RJ, durante todo o primeiro mandato do Governador Brizola.