sábado, 16 de agosto de 2014

PSB aprova Marina como candidata à presidência no lugar de Campos

País - Eleições 2014

Vice-presidente, que deve ser um integrante do partido de Campos, ainda não foi definido

PSB aprovou em reunião nesta sexta-feira (15) o nome de Marina Silva para candidatura à presidência pelo partido, no lugar de Eduardo Campos, morto na última quarta-feira em acidente de jato executivo em Santos. O encontro, realizado em um hotel de São Paulo, no entanto, não confirmou o nome do candidato à vice, que deve ser um integrante do partido do ex-governador de Pernambuco. Outra reunião está marcada para a próxima quarta-feira, um dia após o início do horário eleitoral na TV e no Rádio. O presidente do PSB, Roberto Amaral, havia revelado na sexta-feira que a ex-ministra do Meio Ambiente e candidata à vice-presidência da República Marina Silva tinha aceitado ser cabeça de chapa da coligação Unidos para o Brasil, em substituição a Campos.

Marina aceita substituir Campos e autoriza consulta

Horário eleitoral no rádio e na TV começa nesta terça

Petista diz que Campos era adversário mais forte que Marina
Substituto de Eduardo Campos está nas mãos de duas mulheres

Tércio Amaral
 
Publicação: 16/08/2014 16:17 Atualização:


O destino do PSB nestas eleições está nas mãos de duas mulheres. A viúva do ex-governador e candidato à Presidência da República Eduardo Campos, Renata Campos, e a ex-senadora Marina Silva. As duas devem conversar no Recife ainda esta semana para definição nas mudanças da chapa presidencial do partido em virtude da morte do socialista na última quarta-feira (13) em Santos, no litoral de São Paulo, num acidente de avião. Marina, inclusive, chega ao Recife neste sábado (17), e as duas devem ter uma longa conversa.
Enquanto mulher do ex-governador e uma de suas principais conselheiras, Renata Campos deve ser indagada pela ex-senadora Marina Silva para saber sua posição no partido. Se deve, ou não, ser a candidata. Apesar de ser vista como a melhor alternativa dentro deste cenário, Marina precisa ouvir a ex-primeira-dama, inclusive, sua opinião na escolha do vice-candidato presidencial. Marina, inicialmente, era a candidata a vice de Eduardo Campos, mas com a mudança, também deve ser substituída.
Em Pernambuco, existe o desejo de que, no posto de vice, o candidato seja um pernambucano. Entre alternativas, estão o ex-deputado Maurício Rands, primo de Renata, o irmão de Eduardo Campos, o escritor Antônio Campos, além do ex-ministro Fernando Bezerra Coelho, este último candidato ao Senado por Pernambuco. Mesmo com este “sentimento”, alguns socialistas ouvidos em reserva garantem que o vice será escolhido entre os deputado Julio Delgado (MG) e Beto Albuquerque (MG).
A ex-primeira-dama Renata Campos convocou a imprensa para dar sua opinião sobre este cenário na próxima segunda-feira (18), no Recife, numa casa de recepções num bairro da Zona Norte do Recife, às 10h da manhã. Os filhos do ex-governador também estarão no encontro. Será a primeira vez que a viúva vai falar com os jornalistas sobre o acidente e os novos rumos do partido.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Erundina surge como alternativa a Marina em chapa do PSB à Presidência



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Uma ala do PSB defende que o partido proponha a candidatura de Luiza Erundina à Presidência, tendo Marina Silva como vice.
O nome uniria a legenda socialista e outros partidos da coligação. A ex-prefeita de São Paulo é considerada inatacável e tem ainda outra vantagem: é amiga de Marina e respeitada por ela.
Seria também uma fórmula para se livrar da candidatura de Marina apresentando uma solução palatável para as outras legendas da coligação, para a família de Eduardo Campos e também para a opinião pública.
O problema, segundo dirigente partidário ouvido pela Folha, seria convencer a própria Erundina.
O PPS, do deputado Roberto Freire e que integra a aliança que se formou em torno de Eduardo Campos, também é contra a ideia. A legenda está firme na proposta de lançar Marina, que já começaria a campanha de um patamar elevado de intenção de voto.
VICE
Há um outro movimento, no PSB de Pernambuco, para lançar Antônio Campos vice numa chapa encabeçada por Marina Silva.

VICE 2
Outro nome ventilado é o de Roberto Freire, deputado do PPS.

LUTO NÃO ELEITORAL
Marina Silva bateu duro ao ser consultada sobre a nota oficial que seria lançada pelo PSB sobre a morte de Eduardo Campos. Ela vetou termos como "não vamos desistir do Brasil" e frase que dizia que a tragédia "não encerra um ciclo". Disse que não endossaria qualquer expressão com conotação eleitoral.

BORRACHA
As notas de PSB e Rede Sustentabilidade foram divulgadas sem qualquer expressão que acenasse para o futuro da sucessão.

VOZ
A primeira manifestação pública, e contundente, de apoio a ela, no entanto, partiu de Antônio Campos, o único irmão de Eduardo Campos, em carta divulgada ontem pela Folha.

LUTO COMUM
Renata Campos, viúva de Eduardo Campos, pediu que os restos mortais do marido só fossem enviados ao Recife depois que os corpos das outras seis vítimas também fossem identificados.

PISTA
Lula telefonou para Ana Arraes, mãe de Campos, quando o avião que a levaria a Pernambuco, logo depois da morte do filho, se preparava para decolar de Brasília.

TEMPO
Interlocutores do ex-presidente dizem que ele se sente como o pai que se desentende com um filho que morre antes das pazes que eles seguramente fariam.

DESTINO
O ex-deputado Walter Feldman também embarcaria no avião de Eduardo Campos. Ele acompanhava Marina Silva e o candidato na viagem que ambos fizeram ao Rio, na terça-feira.

AGENDA
Eduardo Campos tinha reunião marcada para ontem de manhã no CFM (Conselho Federal de Medicina). O político havia incorporado a seu programa de governo ideias defendidas pela entidade. E dizia que o programa Mais Médicos só foi lançado porque o governo nada tem a mostrar na área da saúde.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Marina Silva poderia romper polarização PT-PSDB, diz 'Economist'


Uma reportagem publicada nesta quinta-feira no site da revista The Economist afirma que, caso seja confirmada para disputar a Presidência no lugar de Eduardo Campos, a ex-senadora Marina Silva pode representar um "rompimento da polarização do debate político" brasileiro entre PT e PSDB.
A coalizão liderada pelo PSB terá dez dias para escolher seu novo candidato presidencial. Poucas horas após a morte de Campos, em um acidente aéreo, Marina Silva falou a jornalistas que não é hora de se falar em política, diante da tragédia pessoal.
Para a revista britânica, a coalizão liderada pelo PSB "quase certamente" optará por Marina Silva. A Economist cita o desempenho dela nas eleições de 2010, quando chegou em terceiro lugar, atrás de Dilma Rousseff e José Serra.
"Em 2010, Silva abalou o Brasil com sua candidatura presidencial, e em particular seu uso inteligente das redes sociais. Isso fez com que ela partisse do nada para chegar no terceiro lugar, com 20 milhões de votos. Seu idealismo e probidade funcionam bem com eleitores jovens e urbanos, cansados da política de sempre."
O site de negócios Bloomberg Businessweek destacou a oscilação do índice Bovespa e da cotação do real – que caíram inicialmente após a notícia da morte de Campos, e depois se recuperaram.
"A volatilidade reflete o debate sobre quem ganhará apoio nas pesquisas de opinião [com a morte de Eduardo Campos]", avalia a publicação.
A revista cita duas previsões conflitantes: a Nomura Securities International acredita que Dilma Rousseff será prejudicada; já o Instituto Análise vê Aécio Neves perdendo votos.
 
Pouco destaque
O jornal espanhol El País especula sobre o cenário eleitoral após a morte de Eduardo Campos, também citando Marina Silva como provável candidata. O jornal lembra a popularidade da ex-senadora entre os 40 milhões de evangélicos do Brasil.
"Neste caso, o mínimo que se pode especular é que será muito difícil para a candidata do PT ganhar as eleições no primeiro turno, já que o peso não só político como também emocional em boa parte do eleitorado poderá pesar a favor da [possível] nova candidata", diz o El País.
"O que ninguém esquece neste momento é que a morte de Campos [...] representa uma grande perda para a política e sociedade brasileiras, já que o socialista era considerado uma das figuras mais dignas e preparadas da classe política."
Na Grã-Bretanha, a morte de Campos foi notícia em diversos veículos de grande circulação e audiência, mas com pouco destaque.
Entre os grandes jornais britânicos, apenas o Financial Times destacou em sua capa a morte de Campos, dizendo que o episódio pode "mudar radicalmente as perspectivas para as eleições mais disputadas do país em mais de uma década".

BBCBrasil.com 

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

COLUNA-Tragédia com Campos deve levar Marina à cabeça de chapa e torna eleição ainda mais incerta

quarta-feira, 13 de agosto de 2014 22:12 BRT
 
[-] Texto [+]

(O autor é editor de Front Page do Serviço Brasileiro da Reuters. As opiniões expressas são do autor do texto)
Por Alexandre Caverni
SÃO PAULO (Reuters) - A trágica morte do candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, nesta quarta-feira causa um terremoto político inédito na corrida presidencial e traz um grau de incerteza muito forte a poucos dias do início da propaganda no rádio e TV, considerado o ponto real de partida da campanha eleitoral.
Qualquer cálculo político feito tão em cima dos eventos desta manhã tem uma grande chance de cometer erros, mas é possível vislumbrar o cenário mais provável e tentar imaginar alguns de seus desdobramentos.
Quando a ex-senadora Marina Silva decidiu se filiar ao PSB em outubro do ano passado, o ex-governador de Pernambuco foi muito elogiado pela inesperada manobra política, que reforçava a candidatura do partido à Presidência.
Por outro lado trazia a possibilidade, remota, de ser Marina a cabeça de chapa, já que ela disputara a Presidência em 2010, tendo quase 20 milhões de votos. Nos primeiros meses deste ano, as pesquisas eleitorais traziam vários cenários de candidatos, incluindo Marina. Sempre com melhor desempenho do que Campos.
Mas com o passar do tempo ficou claro que o candidato do PSB seria mesmo Campos. Sua aposta era se apresentar como um candidato alternativo à polarização PT X PSDB, que vem se repetindo nas eleições presidenciais desde 1994, defender o que ele chamava de "nova política" e aproveitar a presença de Marina para atrair eleitores que estiveram com ela há quatro anos.
A aposta não estava funcionando. Campos aparecia num distante terceiro lugar da corrida liderada pela presidente Dilma Rousseff (PT) e pelo senador Aécio Neves, do PSDB.
Para ser justo com ele, em 2010, Marina só cresceu na reta final da campanha e talvez isso fizesse com que Campos mantivesse um discurso otimista sobre suas chances de vencer.
Embora o bom senso muitas vezes não prevaleça na política, o mais sensato agora seria o PSB lançar Marina como candidata à Presidência. E possivelmente com mais chances de chegar ao segundo turno do que Campos teria.
GANHANDO ELEITORES
Recuperando os ideais de sua campanha de 2010, o clima das manifestações populares de junho de 2013 --quando havia um grande repúdio à política tradicional--, junto com os slogans de Campos, Marina pode emplacar com mais força do que o ex-governador a ideia da terceira via e da "nova política".
Ela tem uma boa chance de manter os eleitores que até agora se mostravam dispostos a votar no pernambucano e atrair parcelas dos indecisos que talvez não vissem nele um candidato com chances de vitória.
A esses, existe espaço para se juntarem ainda eleitores que podem ser influenciados pelo clima de comoção que certamente cercará a campanha por um tempo difícil de prever.
Num primeiro momento, não é fácil prever se Dilma ou Aécio perderiam eleitores, mas se Marina se tornar a presidenciável do PSB e começar a crescer em cima dos indecisos e daqueles que planejavam votar em branco ou anular seus votos, sua candidatura ganha um impulso que pode se retroalimentar, a ponto até de roubar eleitores dos líderes.
Para a eleição em geral, é fácil prever a consequência disso: se ainda pudesse haver esperanças de definição da eleição no primeiro turno, um quadro com Marina candidata traria imediatamente a certeza da segunda rodada.
Mais complicado é projetar o resultado do novo cenário para Aécio e Dilma. Se Marina crescer e a dupla se mantiver mais ou menos onde está, o perigo maior num primeiro momento parece ser para Aécio, que poderia ver em algum momento ameaçada sua ida para um segundo turno.
Mas se Marina vier a chegar ao segundo turno contra Dilma, diante das circunstâncias trágicas de sua candidatura e o forte desejo de mudança da população, talvez ela venha a ter ainda mais chances de derrotar Dilma do que Aécio.
NEGOCIAÇÕES COM A REDE
O fato de Marina ter se filiado ao PSB apenas porque o partido que tentou criar, a Rede Sustentabilidade, não conseguiu o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) poderia trazer algumas complicações. Isso porque é sabido que a ex-senadora e o grupo que a acompanhou ao PSB pretendiam deixar o partido assim que conseguissem tornar legal a Rede.
Esse movimento não era contraditório com uma eventual vitória de Campos, já que nesse caso a diferença seria apenas que haveria mais um partido na coligação governista.
Mas a tragédia que foi a morte de Campos e as chances eleitorais de Marina abrem espaço para alguma negociação que mude de algum modo o quadro inicial. Como por exemplo, acertar que Marina, se eleita presidente da República, durante seu mandato continuaria no PSB mesmo que a Rede fosse legalizada.
Nada disso pode vir a acontecer e Marina pode continuar apenas como candidata a vice-presidente de um outro nome do PSB ou até desistir de participar da corrida. No limite, o próprio PSB pode decidir sair da disputa. Se assim for, porém, seria difícil falar apenas em falta de bom senso. Soaria mais como tolice.
* Esta coluna foi publicada no terminal financeiro Eikon, da Thomson Reuters, mais cedo nesta quarta-feira, 13 de agosto.
 
 


Eduardo Campos morre em Santos após queda do avião em que viajava

Jato caiu sobre casas em um bairro residencial da cidade, no litoral paulista.
Presidenciável do PSB tinha viajado para cumprir agenda de campanha.

Do G1, em Brasília
Eduardo Campos conversa com jornalistas no estúdio do G1 na segunda-feira (11) (Foto: Caio Kenji/G1)O candidato Eduardo Campos no estúdio do G1 durante entrevista na última segunda (11) (Foto: Caio Kenji/G1)
 
O candidato a presidente do PSB, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, morreu na manhã desta quarta-feira (13) após a queda do jato particular em que viajava em um bairro residencial em Santos, no litoral paulista. Ele tinha completado 49 anos no último domingo (veja fotos da trajetória do presidenciável).
Arte Queda avião Eduardo Campos (VALE ESTA) (Foto: Editoria de Arte / G1)
Chovia no momento do acidente. A Aeronáutica informou em nota que o avião decolou do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino ao aeroporto de Guarujá (SP). "Quando se preparava para pouso, o avião arremeteu devido ao mau tempo. Em seguida, o controle de tráfego aéreo perdeu contato com a aeronave", informou a nota (leia a íntegra da nota ao final desta reportagem). Moradores disseram ter visto uma bola de fogo no céu. Segundo bombeiros, 13 residências foram atingidas pelos destroços.
Campos tinha uma programação de campanha em Santos nesta quarta. De acordo com a assessoria do candidato, ele participaria às 8h, às 9h30 e às 14h30 de entrevistas a emissoras de televisão locais. Às 10h30, concederia uma entrevista coletiva às 12h30 participaria de um seminário sobre o Porto de Santos.
A bordo da aeronave (veja como foi a queda do avião), estavam sete pessoas, das quais cinco passageiros (entre eles Campos) e dois tripulantes. Veja a lista dos mortos:
- Eduardo Campos, candidado à Presidência
- Alexandre da Silva, fotógrafo
- Carlos Augusto Leal Filho (Percol), assessor
- Geraldo da Cunha, piloto
- Marcos Martins, piloto
- Pedro Valadares Neto
- Marcelo Lira

Seis vítimas do acidente que moravam na área onde caiu o avião foram para a Santa Casa de Santos, entre elas duas crianças, duas mulheres e uma idosa. Segundo o hospital, todos passam bem.
A Polícia Federal enviou seis peritos para Santos a fim de trabalhar na apuração da causa do acidente. Aeronáutica e Polícia Civil também vão investigar.
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) se deslocou para a cidade depois de tomar conhecimento da morte de Campos. "Estamos diante de uma tragédia que entristece todo o país. Quero em nome do povo de São Paulo trazer nossos sentimentos a todos os familiares das pessoas que perderam a vida nesse acidente", afirmou Alckmin.
A presidente Dilma Rousseff decretou luto oficial de três dias. "Estivemos juntos, pela última vez, no enterro do nosso querido Ariano Suassuna. Conversamos como amigos. Sempre tivemos claro que nossas eventuais divergências políticas sempre seriam menores que o respeito mútuo característico de nossa convivência", afirmou a presidente em nota oficial.
Os principais adversários de Campos na campanha eleitoral, Dilma e Aécio Neves (PSDB), cancelaram os compromissos de campanha.
Todos os comitês de Dilma suspenderam as atividades após a confirmação da morte. "Estou absolutamente perplexo", afirmou Aécio Neves no Rio Grande do Norte.
Nove anos antes, em 2005, no mesmo dia (13 de agosto), morreu o avô do presidenciável, Miguel Arrais, de quem Campos era herdeiro político.
Campos deixou o governo de Pernambuco em abril deste ano para concorrer à Presidência da República.
Segundo a mais recente pesquisa de intenção de voto do Ibope, divulgada no último dia 7, ele tinha 9% das intenções de voto, atrás de Dilma, com 38%, e Aécio, com 23%.
De acordo com a legislação eleitoral, o PSB poderá registrar em até dez dias outro candidato para substituir Eduardo Campos na disputa pela Presidência da República.
A morte de Eduardo Campos repercutiu de imediato no mundo políítico.
"Estamos muito chocados com tudo", afirmou o deputado federal Marcio França (PSB), presidente do diretório estadual do partido em São Paulo.
Cronologia Eduardo Campos (Foto: Editoria de Arte / G1)
França afirmou que Campos estava acompanhado de integrantes da equipe da campanha, como jornalistas e fotógrafo. Ele relatou que a mulher de Campos e o filho não estavam no jato – eles voltaram para Pernambuco em um avião de carreira.
No perfil da Rede Sustentabilidade no Twitter, foi publicada a seguinte nota: "Todos estamos chocados com a morte de Eduardo Campos, em queda de avião hoje de manhã. Marina Silva segue agora para Santos (SP)".
A ex-senadora Marina Silva é a candidata a vice na chapa de Campos. Como o partido dela, a Rede Sustentabilidade, não conseguiu registro a tempo para concorrer na eleição deste ano, ela se filiou ao PSB. Ela poderá substituir Eduardo Campos como candidata ou permanecer como vice.
No Congresso, parlamentares falaram sobre o episódio. O deputado federal Júlio Delgado (PSB-MG) disse que foi informado da queda da aeronave pelo deputado Márcio França (PSB). "Estou atordoado. Parece que perdemos o Eduardo, uma liderança da nossa geração", declarou Delgado antes de saber da confirmação da morte.
A Aeronáutica divulgou nota informando sobre a queda do avião, que saiu do aeroporto Santos Dumont, do Rio de Janeiro, com destino ao aeroporto do Guarujá, cidade vizinha de Santos.
Leia a íntegra da nota:
O Comando da Aeronáutica informa que nesta quarta-feira (13/08), por volta das 10h, uma aeronave Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, caiu na cidade de Santos, no litoral de São Paulo.
A aeronave decolou do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino ao aeroporto de Guarujá (SP). Quando se preparava para pouso, o avião arremeteu devido ao mau tempo. Em seguida, o controle de tráfego aéreo perdeu contato com a aeronave.
A Aeronáutica já iniciou as investigações para apurar os fatores que possam ter contribuído para o acidente.
Brasília, 13 de agosto de 2014.
Brigadeiro do Ar Pedro Luís Farcic
Chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica

Veja abaixo vídeos com a íntegra das entrevistas que Eduardo Campos concedeu ao Jornal Nacional nesta terça-feira (12) e ao G1 na última segunda-feira (11).
 
 
 
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domingo, 3 de agosto de 2014

Dilma alfineta Aécio sobre aeroporto no comício em Minas

2/8/2014 12:45
Por Redação, com ABr - de Montes Claros, MG


Ao lado de Lula, Dilma fez seu primeiro comício nesta campanha em Minas Gerais
Ao lado de Lula, Dilma fez seu primeiro comício nesta campanha em Minas Gerais
A candidata à reeleição a presidente pelo PT, Dilma Rousseff, participou em Montes Claros (MG), do seu primeiro comício ao lado do ex-presidente Lula desde que a campanha eleitoral começou. Em seu discurso, Dilma disse novamente que há uma tentativa de explorar o discurso do “caos” a respeito do seu governo. Dilma também pediu que as pessoas presentes não acreditem que o Brasil passa por uma crise “na proporção em que eles falam” e aproveitou para criticar o adversário tucano, senador Aécio Neves (MG) por uso de um aeroporto que construiu, durante seu mandato como governador daquele Estado, de forma irregular.
– Estamos em ano eleitoral e muita gente usa de falsidades, mentiras e desinformação para criar a situação do quanto pior, melhor – disse.
Segundo a candidata, a inflação está sob controle. Ela também disse que, durante os governos petistas, a renda do trabalhador cresceu em termos reais. Dilma prometeu ampliar os recursos para a capacitação profissional e citou o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).
– Os bons cursos de formação profissional eram pagos e eram caros. Hoje o governo paga os cursos e eles são gratuitos para todos os brasileiros que querem cursar – disse.
Segundo Dilma, até o momento, foram capacitados 8 milhões de pessoas. A candidata prometeu que, em um segundo governo, o programa atenderá a 12 milhões de pessoas. Dilma prometeu ainda melhorar o atendimento no Programa Mais Médicos, trazendo médicos especialistas e agilizando exames laboratoriais.
– Nós queremos que seja mais rápido, para dar um atendimento com qualidade – disse.
A candidata também falou sobre as denúncias, feitas pelo jornal Folha de S.Paulo, de que o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, teria usado dois aeroportos irregulares em Minas Gerais. Os aeroportos ficam nas cidades de Cláudio e Montezuma e, segundo o jornal, beneficiaram propriedades de parentes de Aécio e são considerados irregulares pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Hoje, o Diretório Nacional do PT entrou com pedido para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) investigue a conduta do senador mineiro.
– Vocês viram a Copa do Mundo. Antes da Copa do Mundo começar, o que falavam: não vai ter Copa e, se tiver, vai ser um caos. Aconteceu que nós fizemos a melhor Copa de todos os tempos: Aeroporto funcionou; aeroporto de qualidade para o povo brasileiro… É obvio que sem chave, foram aeroportos em que todo o mundo pode entrar – alfinetou.
Além do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, participam do evento o candidato a vice-presidente Michel Temer (PMDB), o candidato ao governo de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), e seu vice, Antônio Andrade (PMDB). O comício também serviu para lançar a candidatura de Josué de Alencar (PMDB) ao Senado por Minas Gerais. Filho do ex-vice presidente José de Alencar (morto em 2011), Josué concorre pela primeira vez a um cargo eletivo.
Principal cabo eleitoral de Dilma, Lula começou seu discurso falando de quando conheceu o ex-vice-presidente José Alencar e disse que acredita “no destino”. Para o ex-presidente, a vitória do PT em 2002 foi possível porque Alencar conseguiu acalmar os empresários que desconfiavam do partido.
– Quando José Alencar entrou (na campanha) é como se fosse o time da Alemanha contra o Brasil – disse.
Lula também disse que teve o mesmo pressentimento de destino com Dilma.
– Foi a companheira que me deu a tranquilidade para poder dormir, porque sabia que tinha alguém comigo pensando neste país – disse.
Lula convocou a público a lembrar e discutir os problemas do Brasil antes de seu governo e do de Dilma.
– Vamos voltar a 2002 e ver quanto era o desemprego, a inflação, quantos estudantes faziam universidade – disse.
Ele reforçou a importância da experiência de Dilma para os próximos anos de desenvolvimento nacional.
– Este país não pode prescindir de um acúmulo de experiência bem sucedida que esta mulher pode oferecer. Tenho certeza que Dilma fará muito melhor do que eu fiz. E muito melhor do que o primeiro mandato dela. Dilminha de 2014 a 2018 será muito mais extraordinária do que a de 2007 a 2014 – concluiu.

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Quem sou eu

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Médico Clínico e Sanitarista - Doutor em Saúde Pública - Coronel Reformado do Quadro de Dentistas do Exército. Autor dos livros "Sistemismo Ecológico Cibernético", "Sistemas, Ambiente e Mecanismos de Controle" e da Tese de Livre-Docência: "Profilaxia dos Acidentes de Trânsito" - Professor Adjunto IV da Faculdade de Medicina (UFF) - Disciplinas: Epidemiologia, Saúde Comunitária e Sistemas de Saúde. Professor Titular de Metodologia da Pesquisa Científica - Fundação Educacional Serra dos Órgãos (FESO). Presidete do Diretório Acadêmico da Faculdade Fluminense de Odontologia. Fundador do PDT, ao lado de Leonel Brizola, Darcy Ribeiro, Carlos Lupi, Wilson Fadul, Maria José Latgé, Eduardo Azeredo Costa, Alceu Colares, Trajano Ribeiro, Eduardo Chuy, Rosalda Paim e outros. Ex-Membro do Diretório Regional do PDT/RJ. Fundador do Movimento Verde do PDT/RJ. Foi Diretor-Geral do Departamento Geral de Higiene e Vigilância Sanitária, da Secretaria de Estado de Saúde e Higiene/RJ, durante todo o primeiro mandato do Governador Brizola.