Dilma muda agenda para mirar em Aécio no último dia da campanha
Fotomontagem
VALDO CRUZ NATUZA NERY
DE BRASÍLIA
A campanha da presidente Dilma Rousseff fez mudanças de última hora na
sua agenda para permitir um confronto direto na véspera da eleição com
seu rival tucano, o senador Aécio Neves, cujas chances de chegar com ela
ao segundo turno da eleição aumentaram nos últimos dias.
Dilma programara uma caminhada ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula
da Silva em São Bernardo do Campo (SP) para encerrar sua campanha neste
sábado (4).
Com a alta de Aécio, decidiu fazer uma caminhada no centro de Belo
Horizonte ao lado do candidato do PT ao governo de Minas Gerais,
Fernando Pimentel, favorito para vencer neste domingo e impor uma
derrota histórica aos tucanos no Estado, que Aécio governou entre 2003 e
2010.
A mudança começou a ser discutida na quinta-feira (2), depois que o
Datafolha apontou empate entre a candidata do PSB, Marina Silva, e Aécio
na briga pelo segundo lugar. Marina tem 24% das intenções de voto e
Aécio, 21%.
O Datafolha também apontou crescimento do apoio a Dilma no Estado. Ela
tem 42% das intenções de voto em Minas e Aécio, 29%. Segundo o
instituto, Aécio lidera na capital mineira e Dilma vai melhor no
interior do Estado.
A ordem, segundo a equipe de Dilma, é fazer um último esforço para
tentar manter o movimento de alta no Estado e deter o avanço de Aécio,
que também decidiu ficar em Minas até domingo.
A tática de buscar o confronto com Aécio foi posta em prática pela
primeira vez no debate da TV Globo na quinta-feira, quando a presidente
dirigiu ao senador mineiro três das seis perguntas que fez, sempre que
as regras permitiram que ela o escolhesse.
Aécio decidiu se concentrar em Minas nos últimos dias de campanha para
tentar recuperar votos que perdeu para Dilma e Marina, e assim ganhar
impulso para chegar ao segundo turno.
A equipe de Dilma avalia que o tucano tem maiores chances de chegar à
etapa final. A maior parte da cúpula petista o vê como um rival mais
fácil de enfrentar no segundo turno do que Marina.
Numa conversa nesta semana, o ministro Gilberto Carvalho, da
Secretaria-Geral da Presidência, disse que Aécio tem "pés de barros" e o
PT sabe como derrotá-lo. Petistas e tucanos se enfrentaram nas últimas
cinco eleições presidenciais, das quais três foram vencidas pelo PT.
Outra ala petista, porém, prefere disputar com Marina. Na avaliação do
PT, ela foi mal no debate e é vista por muitos eleitores como uma
candidata fraca e indecisa.
Há cerca de dez dias, o marqueteiro João Santana disse numa reunião que
preferia concorrer contra uma candidata em processo de "desidratação",
como Marina, a enfrentar alguém com "acúmulo" de energia, como Aécio.
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DILMA - 40% DAS INTENÇÕES DE VOTO*
ONDE ELA VAI BEM Lidera as pesquisas em todas as regiões do país. Também está na frente de seus dois principais adversários no segundo turno
ONDE ELA VAI MAL Tem a rejeição mais alta. Suas taxas de intenção de voto são inferiores às de Lula e FHC quando se reelegeram
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MARINA - 24% DAS INTENÇÕES DE VOTO
ONDE ELA VAI BEM Apesar de sua queda nas pesquisas e do
empate com Aécio na briga pelo segundo lugar, continua numericamente à
frente do rival tucano
ONDE ELA VAI MAL Tem caído regularmente desde o início de setembro. Perdeu a liderança para Dilma até em Pernambuco
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AÉCIO - 21% DAS INTENÇÕES DE VOTO
ONDE ELE VAI BEM Está em alta nas pesquisas e já aparece tecnicamente empatado com Marina. Tem mais apoios nos Estados
ONDE ELA VAI MAL Não lidera as pesquisas nem em Minas. O candidato do PT a governador pode vencer a eleição no primeiro turno
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
Indefinição sobre rival de Dilma marca a reta final
Aécio Neves e Marina Silva disputam a vaga num eventual segundo turno com a candidata à reeleição Dilma Rousseff
A presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff: ela aparece na primeira colocação das pesquisas de intenção de voto
Brasília - Faltando nesta sexta-feira dois dias para que os brasileiros
compareçam às urnas, as únicas dúvidas parecem ser sobre se haverá um
segundo turno e, nesse caso, quem enfrentará a presidente e candidata à
reeleição, Dilma Rousseff (PT).
As últimas enquetes despejaram um panorama que, até apenas duas semanas
atrás, apontava para o que poderia ser o processo mais acirrado e
imprevisível da história eleitoral brasileira.
Hoje, no entanto, as pesquisas dizem que o pleito se resume à disputa pelo segundo lugar entre Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB),
sobre os quais Dilma tem mais de 15 pontos percentuais de vantagem, mas
sem chegar a superar os 50%, o que evitaria um segundo turno.
Há pouco mais de um mês, a irrupção de Marina Silva, escolhida para
substituir Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo, revolucionou o
cenário que indicava uma clara preferência do eleitorado em confirmar
Dilma para um segundo mandato.
Até o desastre tirar a vida de Campos, Dilma liderava com absoluta
comodidade todas as enquetes, mas Marina recebeu um enorme apoio
inicial, que então muitos analistas atribuíram à emoção e ao impacto
gerados pela tragédia.
As pesquisas que se seguiram pareceram desmentir essas hipótese e
Marina, que filiou-se ao PSB no ano passado depois que não conseguiu
obter o respaldo necessário para criar seu próprio partido, disparou nas
preferências, a ponto de muitas enquetes terem lhe atribuído até sete
pontos de vantagem sobre Dilma.
Seus problemas, no entanto, começaram quando, um dia após apresentar
seu programa de governo, decidiu retirar o trecho que manifestava apoio a
propostas para legalizar o casamento igualitário no Brasil, além de
eliminar a defesa de um projeto em tramitação no Congresso que
criminaliza a homofobia.
Marina perdeu imediatamente o respaldo que o PSB tinha no movimento
gay, mas ganhou apoio entre os fiéis das igrejas evangélicas.
Se essa polêmica deixou as coisas mais ou menos equilibradas, não foi
assim com outras propostas de Marina, que semearam discórdias no próprio
PSB e deram a chance, tanto a Dilma como a Aécio, para pôr em evidência
certas fraquezas de seu programa.
No plano econômico, propôs a autonomia do Banco Central, um modelo que
ganhou força no mundo nos tempos do Consenso de Washington, mas que,
desde a explosão da atual crise global, é questionado tanto nos Estados
Unidos como na Europa.
Também perdeu força sua intenção de dirigir o país sem os partidos
políticos e encarregar um "comitê de busca de homens de bem" da eleição
dos "melhores quadros" de cada legenda para integrar seu eventual
governo.
O casamento entre gays, a independência do Banco Central e a falta de
definições sobre quem escolheria as "pessoas de bem" passaram a ser os
flancos mais atacados por Dilma, Aécio e outros candidatos, e o apoio a
Marina caiu com a mesma velocidade com que tinha subido.
Essa tendência, refletida nas enquetes durante as últimas duas semanas,
foi ratificada por duas pesquisas divulgadas nesta quinta-feira, quase
às vésperas das eleições.
As pesquisas foram publicadas pelo Ibope e pelo Datafolha e ambas
apontaram que Dilma vencerá o primeiro turno deste domingo com 40% dos
votos.
Segundo o Ibope, Marina obterá 24% e Aécio ficará em terceiro lugar,
com 19%. O resultado do Datafolha foi similar e atribuiu os mesmos 24% à
candidata do PSB, mas elevou as intenções de voto do tucano até 21%.
Esses resultados levariam a um segundo turno, marcado para o próximo
dia 26, no qual ambas pesquisas indicaram que Dilma será reeleita com
uma vantagem de entre sete e nove pontos percentuais sobre Marina ou
Aécio.
A pesquisa do Ibope, no entanto, foi além em seu estudo e fez uma
análise sobre os votos válidos, que excluiu os que manifestam a intenção
de anular seu voto ou votar em branco.
Nesse cenário, a votação dos três candidatos aumentaria entre dois e
três pontos e Dilma chegaria a 47%, o que a deixaria às portas de ser
reeleita no próprio domingo.
terça-feira, 30 de setembro de 2014
Aécio fica na cola de Marina na reta final
Aécio reduziu a diferença para Marina Silva
de 9,8% para 5,4% pontos percentuais, em comparação ao levantamento da
semana passada. Étore Medeiros Publicação:30/09/2014 00:12Atualização:30/09/2014 07:17 Brasília – Mais de um mês depois de cair para o
terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto – após o acidente que
matou Eduardo Campos (PSB) –, Aécio Neves (PSDB) conseguiu consolidar um
crescimento na reta final da campanha que o coloca definitivamente na
briga pelo segundo turno. De acordo com a pesquisa CNT/MDA divulgada
nessa segunda-feira, o ex-governador de Minas Gerais reduziu a diferença
para Marina Silva de 9,8% para 5,4% pontos percentuais, em comparação
ao levantamento da semana passada.
Agora, a ambientalista tem 25,2%, contra
19,8% do tucano. Se a diferença encolher mais um ponto percentual, os
dois estarão tecnicamente empatados. A margem de erro da pesquisa é de
2,2%. A subida de Aécio já havia sido constatada pela pesquisa
Istoé/Sensus, divulgada na sexta-feira. De acordo com o levantamento,
Marina teria 25% das intenções de voto, contra 20,7% do tucano. Como a
margem de erro da pesquisa é de 2,2%, o cenário já revelava um empate
técnico entre os dois. De acordo com a Istoé/Sensus, Dilma Rousseff (PT)
tem 35% da preferência do eleitorado. Depois de perder a
dianteira para a substituta de Campos, Dilma se consolidou novamente à
frente no levantamento CNT/MDA. Com 40,4% das intenções de voto, a
presidente tem uma vantagem confortável sobre Marina no primeiro turno.
Além disso, aparece pela primeira vez à frente da ex-senadora no segundo
turno. Com nove pontos de vantagem, Dilma tem 47,7% das intenções de
voto, contra 38,7% de Marina. Na pesquisa anterior, as duas estavam
tecnicamente empatadas (42% para a petista e 41% para a socialista). A
pesquisa também dá a vitória a Dilma contra Aécio (49,1% a 36,8%). No
último cenário pesquisado, de disputa entre Marina e Aécio, a candidata
do PSB tem 41,1% das intenções de voto no segundo turno, contra 36% do
tucano. A pesquisa entrevistou 2.002 pessoas, em 137 municípios
de 25 unidades da Federação de todas as cinco regiões do país, entre 27 e
28 de setembro. No primeiro turno, também pontuaram os candidatos
Luciana Genro (PSol), com 1,2%, e Pastor Everaldo (PSC), que teve 0,6%
das intenções de voto. Os demais candidatos somaram 0,5%. Votos brancos e
nulos somam 5,9%, e 6,4% dos entrevistados não sabem ou não
responderam. A sondagem foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número
BR-00992/2014.
sábado, 27 de setembro de 2014
Aécio: Tucano busca reação que até amigos veem com ceticismo
VALDO CRUZ
DE BRASÍLIA DANIELA LIMA
DE SÃO PAULO
Vinte e seis de junho de 2001, penúltimo ano do PSDB no comando do país.
Do gabinete da Presidência da República, o mineiro Aécio Neves liga
para alguns de seus conterrâneos em tom de celebração: "Chegamos lá".
Aos 41 anos, ele sentia o gosto de assumir, ainda que interinamente, o
cargo de presidente que o destino tirou de seu avô. Eleito em 1984 pelo
colégio eleitoral, Tancredo Neves morreu no ano seguinte sem tomar
posse.
Então presidente da Câmara dos Deputados, Aécio dizia que assumir o
posto por três dias, com a viagem ao exterior de Fernando Henrique
Cardoso e de seu vice, Marco Maciel, era uma homenagem ao avô.
Treze anos depois, em sua primeira campanha presidencial, Aécio Neves,
54, relembra: "Eu já fui presidente", deixando escapar um sorriso de
quem deseja um dia ser o dono do cargo.
Juan Osborne
Ilustração feita com as palavras do discurso de Aécio na convenção do PSDB em junho
Aécio entrou na disputa deste ano com a certeza de que chegaria ao
segundo turno, mas a morte de seu amigo e adversário Eduardo Campos
(PSB) mudou o cenário. Agora, pode ser o primeiro tucano a ficar fora da
reta final da eleição desde 1994.
A amigos, costuma desabafar que sua grande oportunidade de "chegar lá"
era em 2010, quando terminava seu segundo mandato de governador de Minas
Gerais. Acreditava ser o melhor nome para derrotar Dilma Rousseff,
lançada pelo presidente Lula, mas desistiu de enfrentar José Serra em
prévias do PSDB.
Naquele ano, elegeu-se senador e, mais uma vez, foi acusado por tucanos
paulistas de fazer corpo mole e ser um dos responsáveis pela derrota de
Serra.
Suas divergências com o grupo serrista no PSDB se agravaram, mas
conseguiu, em 2014, com o apoio de FHC, unir o partido para se lançar à
Presidência.
Ungido pelo empresariado como melhor nome para derrotar Dilma, Aécio
acreditava ter a campanha perfeita para devolver o poder ao PSDB.
Cresceu nas pesquisas, chegou ao patamar de 20%, mas começou a sentir o
gosto de ser vidraça –algo que, dizem seus inimigos, não havia
experimentado porque contaria com a proteção de parte da imprensa
mineira.
Sua campanha sofreu o primeiro revés após a Folha noticiar, em julho,
que ele havia mandado construir, quando governador, um aeroporto num
terreno de um tio, na cidade mineira de Cláudio.
No mês seguinte, a morte de Eduardo Campos atingiu em cheio sua campanha.
Marina Silva, substituta do ex-governador de Pernambuco, lhe tirou do segundo posto da corrida presidencial.
Agora, Aécio busca uma "reação histórica" que nem amigos mais próximos
acreditam ser possível e tenta salvar a disputa em seu Estado –seu
candidato, Pimenta da Veiga (PSDB), pode perder no primeiro turno para
Fernando Pimentel (PT).
Ficará com o prestígio e futuro político abalados se, além de ficar fora
do segundo turno da eleição presidencial, perder em Minas, onde nasceu
em 10 de março de 1960, em Belo Horizonte.
Filho de uma família de políticos –além do avô Tancredo Neves, seu pai,
Aécio Ferreira da Cunha, foi deputado federal–, o hoje presidenciável
não tinha muito interesse pela política até a adolescência.
Aos dez anos, mudou com a família para o Rio, onde curtia mais o surf e
as noites cariocas. Ali nasceu sua paixão pela cidade maravilhosa,
motivo de ataques de seus adversários. Durante o período em que foi
governador, era acusado de passar mais tempo no Rio do que em Minas.
Suas incursões pelas noitadas cariocas teriam sido a causa de sua
iniciação na política. Aos 21 anos, foi chamado pelo avô para trabalhar
em sua campanha ao governo de Minas. Motivo: tirá-lo da "convivência com
más influências" no Rio.
LIÇÕES DO AVÔ
Aécio seguiu Tancredo pelo ano inteiro. Eleito, virou seu secretário
particular. Em seguida, participou com o avô da campanha pelas "Diretas
Já" e da transição do regime militar para a democracia brasileira.
O avô deu a Aécio algumas lições sobre a vida pública que ele costuma
sempre repetir. Entre elas, a de que a Presidência da República é mais
um destino do que um projeto político.
Duas semanas depois da morte de Tancredo, entregou ao presidente José
Sarney o cargo de secretário particular da Presidência para o qual havia
sido nomeado. Ali, foi definida sua nomeação para a diretoria de
Loterias da Caixa Econômica Federal.
Dali, planejou sua campanha a deputado federal. Foi eleito por quatro
mandatos consecutivos (1987-2002). Virou líder do PSDB e, depois,
presidente da Câmara contrariando o então presidente FHC.
Em 2002, foi eleito em primeiro turno governador de Minas, sendo
reeleito em 2006. Em 2010, fez seu sucessor, Antonio Anastasia, um
técnico sem nenhuma experiência na vida política.
Adepto do estilo "bon vivant", Aécio sempre foi acusado de não
sacrificar sua vida pessoal pela política, algo que nunca escondeu. No
ano passado, porém, largou a vida de solteiro, que mantinha desde que se
separou da mãe de sua primeira filha, Gabriela, hoje com 23 anos.
Em dezembro de 2013, casou-se com Letícia Weber. Ao lado dela, diz ter
superado uma das fases mais críticas do período eleitoral. Lembrou o
nascimento dos gêmeos Julia e Bernardo, que nasceram durante a campanha,
prematuros e que ficaram 60 dias internados num hospital. "Quem passou
pelo que a gente passou não pode reclamar. Depois que eles saíram do
hospital, eu já venci."
TRAJETÓRIA Nome completo: Aécio Neves da Cunha
Nascimento: 10 de março de 1960, em Belo Horizonte (MG)
ANOS 1960 Neto do político mineiro Tancredo Neves (1910-85), que
foi primeiro-ministro do governo Goulart entre 1961 e 1962, passa a
infância com a família em Minas
ANOS 1970 Aos dez anos de idade, muda-se com a família de Minas
Gerais para o Rio de Janeiro. Voltará a morar em Minas na década
seguinte, a pedido do avô Tancredo
ANOS 1980 Em 1983, torna-se secretário particular de Tancredo,
então governador do Estado. Em 1986, é eleito deputado federal pelo PMDB
e participa da Constituinte
ANOS 1990 Filiado ao PSDB, é reeleito como deputado federal por
Minas Gerais. Em 1992, é candidato a prefeito de Belo Horizonte, mas não
é eleito
ANOS 2000 Em 2001, torna-se presidente da Câmara dos Deputados.
No ano seguinte, é eleito governador de Minas Gerais, sendo reeleito no
ano seguinte
ANOS 2010 É eleito, em 2010, senador por Minas Gerais. Torna-se,
em 2013, presidente nacional do PSDB. Em 2014, lança sua candidatura à
Presidência da República
CANETADA
Aécio usou uma caneta que seu avô Tancredo Neves ganhou de presente de
Getúlio Vargas para assinar o documento de posse como presidente da
República interino, em 2001. Tancredo havia reservado a caneta para o
dia de sua própria posse, em 1985. Como se sabe, morreu antes de assumir
GAGUEIRA
Aécio tem uma leve gagueira, por isso desenvolveu técnicas em
entrevistas para evitar interrupções. O tucano sempre se posiciona com
os pés separados, lado a lado, e se movimenta de forma pendular. A
tática foi alterada durante a campanha. Sua equipe achou que ficava ruim
para o presidenciável balançar na TV
UPGRADE
O tucano contratou Olga Curado, consultora de imagem que auxiliou a
presidente Dilma Rousseff na campanha de 2010, para ajudá-lo no gestual
de entrevistas
ASCENSÃO
A ascensão de Aécio dentro do PSDB começou contra a vontade do homem que
hoje é o padrinho político de sua candidatura, o ex-presidente Fernando
Henrique Cardoso
FHC reconhece força eleitoral de Dilma, com Aécio em eventual 2º turno
22/9/2014 13:58
Por Redação - de São Paulo
Candidato do PSDB, Aécio Neves ainda pode chegar a um
pouco provável segundo turno contra Dilma Rousseff
Em encontro com investidores internacionais, promovido em Nova York
pelo banco JP Morgan, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso
sinalizou que nada estava perdido para o candidato de seu partido, o
senador Aécio Neves (PSDB-MG), e que a presença de Marina Silva (PSB) no
segundo turno não está garantida. Sequer um segundo turno, nas eleições
brasileiras, é ainda uma certeza matemática, conforme sinalizam
institutos de pesquisa. “Como se sabe, o DataCaf está para as eleições como o Institulo
alemão GfK para medir audiência de TV”, escreveu o jornalista Paulo
Henrique Amorim, recentemente, em seu blog. Com base neste levantamento,
Dilma Rousseff do PT seria reeleita no primeiro turno. Contrariando as
pesquisas do IBOPE, do Datafolha e de demais institutos de pesquisa. Caso haja uma segunda eleição, nada garante que Marina estará na
disputa. Na semana passada, o Datafolha mostrou que a distância entre
ela e o tucano diminuiu para 13 pontos. Na mesma reunião, semana
passada, FHC pediu cautela aos investidores quanto ao desempenho da presidenta Dilma Rousseff nas pesquisas sobre a disputa à Presidência: – Não se iludam. A presidente Dilma Rousseff ainda pode vencer as eleições. FHC afirmou que a força da máquina governista não pode ser
desprezada. Hoje, a situação é de empate no segundo turno, com Dilma em
vantagem no primeiro, segundo o Datafolha, mas uma nova pesquisa do
Instituto Vox Populi, na noite desta segunda-feira, pode mostrar uma
nova tendência nesse sentido. Por conta nas possíveis alterações no cenário eleitoral brasileiro,
as ações da Petrobras iniciaram esta segunda- feira com queda na faixa
de 4%, à espera da pesquisa Vox Populi, que será divulgada hoje a noite
no Jornal da Record, às 19h30. No mês, as ações da estatal já caíram
mais de 15%. Novos rumores apontam para uma recuperação de Aécio Neves
(PSDB) e uma queda de Marina Silva (PSB), enquanto Dilma Rousseff se
manteria na dianteira das intenções de voto, de acordo com informações
veiculadas em uma coluna na revista semanal de ultradireita Veja. Além dos números do Vox Populi, à noite, o mercado aguarda a
divulgação de uma série de pesquisas para as próximas sessões: Ibope,
Sensus, MDA e Datafolha. As pesquisas eleitorais têm guiado o rumo da
Bolsa desde meados de março: de lá pra cá, o Ibovespa saltou de 45 mil
para até 62 mil pontos, ao mesmo tempo em que o cenário de provável reeleição de Dilma Rousseff
(PT) deu lugar a uma acirrada disputa com a oposição. A reação
“compradora” do mercado às quedas de Dilma nas pesquisas explica-se pela
gestão do atual governo em defesa das conquistas sociais em importantes
setores da economia – caso das elétricas, bancos e estatais. Por conta
disso, esses três grupos têm sido os mais “sensíveis” na Bovespa às
novidades sobre eleições.
Médico Clínico e Sanitarista - Doutor em Saúde Pública - Coronel Reformado do Quadro de Dentistas do Exército. Autor dos livros "Sistemismo Ecológico Cibernético", "Sistemas, Ambiente e Mecanismos de Controle" e da Tese de Livre-Docência: "Profilaxia dos Acidentes de Trânsito" - Professor Adjunto IV da Faculdade de Medicina (UFF)
- Disciplinas: Epidemiologia, Saúde Comunitária e Sistemas de Saúde. Professor Titular de Metodologia da Pesquisa Científica - Fundação Educacional Serra dos Órgãos (FESO). Presidete do Diretório Acadêmico da Faculdade Fluminense de Odontologia.
Fundador do PDT, ao lado de Leonel Brizola, Darcy Ribeiro, Carlos Lupi, Wilson Fadul, Maria José Latgé, Eduardo Azeredo Costa, Alceu Colares, Trajano Ribeiro, Eduardo Chuy, Rosalda Paim e outros. Ex-Membro do Diretório Regional do PDT/RJ. Fundador do Movimento Verde do PDT/RJ. Foi Diretor-Geral do Departamento Geral de Higiene e Vigilância Sanitária, da Secretaria de Estado de Saúde e Higiene/RJ, durante todo o primeiro mandato do Governador Brizola.