sexta-feira, 11 de julho de 2014

Dilma terá 11min e 48seg de TV; mais que o dobro de Aécio, com 4min e 31seg

Fernando Rodrigues

Tempo calculado precisa ser ratificado depois de audiência pública em 16.jul.2014
Alterações são improváveis e vantagem da petista deve ser mantida na TV e no rádio
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) divulgou nesta 5ª feira (10.jul.2104) o tempo de rádio e TV de cada candidato a presidente da República nestas eleições. Trata-se de uma previsão oficial, que ainda precisa ser submetida a uma audiência pública na quarta-feira que vem (16.jul.2014). É altamente improvável que ocorram alterações.
Mantida essa previsão do TSE, a presidente Dilma Rousseff (PT) terá 11 minutos e 48 segundos em cada bloco da propaganda eleitoral, que dura 25 minutos no total. O senador Aécio Neves (PSDB), 4 minutos e 31 segundos. O tempo da petista é 161% maior que o do tucano.
Eduardo Campos (PSB) terá 1 minuto e 49 segundos em cada bloco, e Pastor Everaldo (PSC), 1 minuto e 8 segundos.
Abaixo, trecho da resolução do TSE com a previsão do tempo de rádio e TV dos candidatos, expresso na coligação de cada um:
temporadioetv

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sexta-feira, 4 de julho de 2014

Dilma volta a crescer no conceito dos eleitores e venceria no primeiro turno

3/7/2014 14:31
Por Redação - de São Paulo

Dilma foi ovacionada no encontro do PT
Dilma foi ovacionada no encontro do PT, durante o lançamento de sua candidatura
A presidenta Dilma Rousseff (PT) interrompeu a tendência de queda e cresceu 4 pontos percentuais na pesquisa do Instituto Datafolha, realizada nesta semana, a primeira após as vaias e xingamentos recebido no estádio do Itaquerão, em São Paulo. A candidata petista agora chega a 38% das intenções de voto para a reeleição, recuperando o patamar registrado entre abril e maio, enquanto seu principal adversário, Aécio Neves (PSDB), oscilou positivamente 1 ponto para 20%, dentro da margem de erro. O desempenho de Dilma pode estar ligado a uma melhora no humor da população com a Copa do Mundo, também detectada pelo Datafolha.
Em terceiro lugar, Eduardo Campos, candidato do PSB, não passa de 9%, ante os 7% de junho, variando exatamente os 2 pontos percentuais da margem de erro da pesquisa. O pastor Everaldo (PSC), que aparecia em empate técnico com Campos no mês passado, manteve 4%. Os demais presidenciáveis que pontuaram somaram, ao todo, 5% das intenções de voto. Embora os níveis estejam próximos de um segundo turno, Dilma ainda segue vencendo as eleições no primeiro turno. A soma de pessoas que disseram planejar votar em branco ou anular o voto ou se mostraram indecisas caiu para 24%, ante os 30% de junho.
A melhora de Dilma e as oscilações de Aécio e Campos no Datafolha, no entanto, praticamente repetem os números mostrados por pesquisa Ibope há duas semanas, quando a petista tinha 39%, o tucano 21% e o socialista 10%. O Datafolha ouviu 2.857 pessoas entre terça e quarta-feira, em 177 municípios do país.
Apoio à Copa
O apoio da população brasileira à realização da Copa do Mundo no Brasil, ainda segundo a pesquisa, cresceu ao longo do último mês. Os que são a favor do Mundial aumentaram para 63%, em comparação aos 51% do início de junho. Os que são contra a realização da Copa somam 27%, ante 35% no levantamento anterior. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Os indiferentes somam agora 10%, ante 13%. A realização da Copa trará mais benefícios que prejuízos segundo avaliação de 45% dos entrevistados, enquanto 46% veem que ela trará mais prejuízos que benefícios.
Mas a organização da Copa pelo Brasil dá mais orgulho para 60%, enquanto 28% acham que ela dá mais vergonha. A pesquisa também ouviu a opinião da população sobre os xingamentos que a presidente Dilma Rousseff foi alvo durante o jogo de abertura da Copa do Mundo, realizado em São Paulo. Para 76% dos entrevistados, os torcedores que xingaram a presidente agiram mal, enquanto apenas 17% acharam que os que fizeram isso agiram bem. O Datafolha ouviu 2.857 pessoas entre terça e quarta-feira, em 177 municípios do Brasil.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Datafolha mostra Dilma com 38%, Aécio com 20% e Campos com 9%

Na pesquisa anterior, Dilma tinha 34%, Aécio, 19% e Campos, 7%.

Fatia de indecisos passou de 13% para 11%; margem de erro é de 2 pontos.

Do G1, em Brasília
Intenção de voto para presidente da República do Datafolha - 2 de julho de 2014 (Foto: Reprodução)

Pesquisa Datafolha divulgada na noite desta quarta-feira (2) pelo jornal "Folha de S.Paulo" indica que a presidente Dilma Rousseff (PT) tem 38% das intenções de voto. O senador Aécio Neves (PSDB-MG) aparece com 20% das intenções de voto e o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), com 9%.
No levantamento anterior do Datafolha, realizado no início de junho, Dilma tinha 34% das intenções de voto, Aécio, 19%, e Campos, 7%.
O percentual de entrevistados que disseram não saber em quem votar ou que não responderam passou de 13% para 11% entre a pesquisa de junho e a deste mês. Brancos e nulos eram 17% e agora são 13%.
O quarto colocado, pastor Everaldo (PSC), se manteve com 4% das intenções de voto, mesmo índice da pesquisa de junho.

Veja os números do Datafolha:
- Dilma Rousseff (PT): 38%
- Aécio Neves (PSDB): 20%
- Eduardo Campos (PSB): 9%
- Pastor Everaldo (PSC): 4%
- José Maria (PSTU): 2%
- Eduardo Jorge (PV): 1%
- Mauro Iasi (PCB): 1%
- Luciana Genro (PSOL): 1%
- Eymael (PSDC): 0%
- Levy Fidelix (PRTB): 0%
- Brancos/nulos/nenhum: 13%
- Não sabe: 11%
A pesquisa do Datafolha foi realizada entre os dias 1 e 2 de julho. Foram entrevistadas 2.857 eleitores em 177 cidades do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que o instituto tem 95% de certeza de que os resultados obtidos estão dentro da margem de erro.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00194/2014.
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segunda-feira, 30 de junho de 2014

Aloysio Nunes será candidato a vice de Aécio e PSDB terá chapa puro-sangue

segunda-feira, 30 de junho de 2014 17:53 BRT
 
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Por Maria Carolina Marcello


BRASÍLIA (Reuters) - O senador tucano Aloysio Nunes Ferreira (SP) foi escolhido pelo candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, para ser seu companheiro de chapa como candidato a vice-presidente, a primeira "puro-sangue" do partido desde 1989.
O anúncio foi feito pelo próprio Aécio nesta segunda-feira, último dia permitido pela Justiça eleitoral para formalização da chapa, após reunião da Executiva Nacional do PSDB em Brasília. O candidato tucano vinha mantendo suspense sobre quem escolheria para a vice. Além do senador paulista, foram cotados o ex-governador paulista José Serra, o ex-governador do Ceará Tasso Jereissati, que deve concorrer ao Senado, e a ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Ellen Gracie, que na semana passada era a favorita para ser escolhida.
Até mesmo o nome de Henrique Meirelles, ex-tucano e presidente do Banco Central durante os dois governos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), chegou a ser ventilado. Mas como o PSD, partido ao qual Meirelles está filiado hoje, decidiu pelo apoio formal à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), essa opção se inviabilizou.
"As razões para a escolha de Aloysio, num momento em que nós tínhamos tantos outros nomes extremamente qualificados... não foram as conveniências da campanha, mas sim os interesses do Brasil que me levaram a essa decisão", disse o mineiro a jornalistas, ao anunciar sua decisão, comunicada na noite do domingo a Aloysio, líder da bancada tucana no Senado.
Ex-membro do Partido Comunista Brasileiro, nos tempos da ilegalidade do PCB, Aloysio participou da Aliança Libertadora Nacional (ALN), organização guerrilheira contra a ditadura militar, e acabou se exilando no exterior quando soube que haveria um pedido de prisão preventiva contra ele.
Na França, graduou-se em Economia Política e fez mestrado em Ciência Política pela Universidade de Paris. De volta do Brasil, pelo PMDB foi deputado estadual e vice-governador de São Paulo, eleito na chapa de Luiz Antônio Fleury Filho.
Já filiado ao PSDB, foi deputado federal e ocupou dois ministérios no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso: Secretaria Geral da Presidência e Justiça. Em 2010 foi eleito senador.
Aécio é no momento o principal adversário de Dilma, que busca a reeleição, reprisando a polarização entre tucanos e petistas existente desde a eleição de 1994.   Continuação...
 
 

domingo, 29 de junho de 2014

Campos e Marina atacam PSDB e PT de olho no 2º turno

Aclamado ontem pela convenção do PSB candidato a presidente da República, com a ex-ministra Marina Silva na vice, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos atacou os governos do PSDB e do PT "pelo que não fizeram nos últimos 20 anos".


 As mais duras críticas, porém, foram direcionadas ao também candidato à Presidência, o tucano Aécio Neves, de quem resolveu se distanciar nos últimos meses com a avaliação de que poderá disputar com ele uma vaga em eventual segundo turno da eleição.
"Conosco vai acabar essa história de suga-suga", disse Campos, numa referência à sugestão feita por Aécio aos partidos aliados à presidente Dilma Rousseff, na semana passada. O tucano disse que as legendas podiam sugar o quanto pudessem do governo nas negociações por mais ministérios em troca de tempo na TV para depois se aliarem a ele. "E tem gente que acha isso bonito, bem bonito", disse o candidato do PSB, numa crítica ao adversário. "O povo é cumpridor de seus deveres e exige respeito à sua luta", afirmou.
Campos, que se apresenta como uma terceira via que pretende vencer a polarização PT-PSDB ocorrida nas últimas campanhas, fez críticas ao governo Dilma. "Vamos salvar os municípios brasileiros da quebradeira que Dilma causou a eles. Os municípios estão de joelhos mendigando em Brasília favores e migalhas que não chegam."
O ex-governador prometeu ainda fazer uma reforma tributária no primeiro ano de mandato, recuperar a indústria brasileira e salvar a Petrobrás e o setor elétrico do País. "Vamos retomar o crescimento sustentável da economia brasileira, jogar a inflação para baixo e o crescimento para cima", afirmou.
Mesmo com alianças do PSB nos Estados firmadas com PSDB (São Paulo) e PT (Rio), Campos disse que os dois partidos - no poder no plano nacional desde 1995, primeiro com Fernando Henrique Cardoso, e depois com Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma - não podem continuar a governar o País e têm de dar lugar às forças políticas renovadoras que, segundo ele, são representadas por sua chapa.
Renovação. "É preciso romper a velha lógica dominante dos que se revezam no poder no Brasil ao longo desses 20 anos. Tentam (PT e PSDB) convencer o povo de que agora vão fazer diferente. Mas já perderam a energia renovadora, porque se deixaram dominar pelo cerco das velhas elites, das práticas mofadas, que não servem para mudar o que as ruas pedem." Segundo Campos, tanto PT quanto PSDB passam o tempo todo olhando para trás, querendo provar que fez mais do que o outro. "Quem quer andar de um novo jeito, rumo a um Brasil mais justo, não pode ficar olhando para trás, não pode ser a eleição a disputa do passado com o passado."
O candidato voltou a dizer que não vai acabar com programas sociais, como o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida. Afirmou que quem diz isso faz política "rasteira e do medo". "No nosso governo nós vamos é acabar com a corrupção. Nós vamos manter o ProUni, o Minha Casa Minha Vida, manter a estabilidade da moeda, a democracia, que é uma conquista do povo." Com o slogan "Eu já fiz e vou fazer", Campos ressaltou os resultados positivos dos 7 anos e três meses que foi governador de Pernambuco, especialmente no combate à criminalidade.
A coligação que dá apoio a Campos tem, além do PSB, PPS, PRP, PPL e PHS. Juntos, os partidos deverão garantir cerca de dois minutos para a propaganda política do pessebista na TV. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Por Maria Carolina Marcello
BRASÍLIA (Reuters) - O PSB lança oficialmente neste sábado a candidatura de Eduardo Campos à Presidência da República, tendo como vice a ex-senadora Marina Silva, numa chapa que surge com o discurso de que representa um novo modo de fazer política, em um momento em que a população mostra amplo desejo de mudanças.
Ainda assim, a candidatura que se propõe como via alternativa, e aposta no desgaste da polarização PT x PSDB, ocupa um distante terceiro lugar nas pesquisas eleitorais, com Campos oscilando ao redor dos 10 por cento das intenções de voto.
O patamar é praticamente o mesmo que tinha Marina nessa mesma época da corrida presidencial há quatro anos. Na reta final da campanha do primeiro turno de 2010, porém, ainda que tenha terminado em terceiro lugar, Marina obteve quase 20 milhões de votos e forçou a segunda rodada entre a petista Dilma Rousseff e o então candidato do PSDB, José Serra.
Agora, Dilma, que busca a reeleição, lidera a corrida, tendo até o momento como principal adversário novamente um candidato do PSDB, desta vez Aécio Neves.
Mas como as pesquisas mostram que a população quer mudanças e lembrando a arrancada de Marina há quatro anos, líderes do PSB mantêm o otimismo.
"Há um sentimento muito forte na sociedade brasileira... quem representa a inovação, quem representa essa esperança de mudança em direção a um novo futuro é o Eduardo Campos, junto com a Marina", disse o líder do PSB no Senado e candidato ao governo do Distrito Federal pelo partido, Rodrigo Rollemberg.
O senador acredita que ainda há tempo para mudanças no cenário eleitoral, uma vez que a atenção do eleitor não está, no momento, focada nas eleições. Especialmente nestes tempos de Copa do Mundo.
Para ele, assim como para outros socialistas, há perspectiva de crescimento, ainda que a coligação formada também pelo PPS, PPL, PRP e PHS tenha poucos minutos de televisão, algo considerado essencial pelas campanhas adversárias.
"Essa é mais uma questão importante, o modelo da política brasileira baseado em tempo de televisão e estrutura de campanha. Se o desejo é real de mudança, é possível que uma nova estrutura de campanha sintonize isso", disse o deputado Walter Feldmann (PSB-SP), porta-voz da Rede Sustentabilidade, partido que Marina tentou criar, sem sucesso, antes do prazo limite para disputar a eleição deste ano.
O deputado, próximo da ex-senadora, aposta no uso das redes sociais e nas campanhas nos Estados para apresentar as ideias dos candidatos, a exemplo da campanha de Marina em 2010.
"Será uma campanha de tablado, e não de palanque", disse o deputado à Reuters. "Tem um sentimento, um fluxo, tem um vento favorável a essa terceira via."
O PSB deve tentar aproveitar ao máximo a presença de Marina como vice de Eduardo Campos, mas ainda é incerto a capacidade da ex-senadora de atrair votos para o cabeça de chapa.
Daí surge outra frente de batalha que a campanha de Campos deverá travar: a de torná-lo mais conhecido e colar no candidato a imagem de um bom gestor, respaldada por altos índices de aprovação de suas duas gestões à frente do governo de Pernambuco.
"Tem que divulgar o trabalho que ele fez no Nordeste, mostrar que ele é um grande gestor para que a população brasileiria venha a saber o que ele fez em Pernambuco", disse o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE).
TENSÃO INTERNA
A filiação da ex-senadora ao PSB surpreendeu muita gente e causou rebuliço nos meios políticos. Ex-petista e ministra do Meio Ambiente do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marina vinha se esforçando para criar o Rede Sustentabilidade depois de deixar o PV, partido pelo qual disputou a Presidência em 2010.
Mas tendo frustrada sua tentativa de criar o Rede, filiou-se ao PSB, partido que já tinha um nome praticamente certo para concorrer ao Planalto. Campos, presidente nacional do PSB, deixara suas intenções bem claras com a saída de seu partido do governo Dilma, que ele integrou até setembro do ano passado.
A filiação de Marina ao PSB foi acompanhada por aliados seus que trabalhavam na criação do Rede.
Se a aliança entre Marina e do sua ainda inexistente Rede com o PSB inovou do ponto de vista de previsibilidade no campo nacional, por outro lado também tem gerado ruídos, às vezes bem altos, nas negociações estaduais.
Em pelo menos dois importantes colégios eleitorais, o compromisso ideológico e programático pode ter sido deixado de lado para viabilizar alianças do PSB, com o PSDB, em São Paulo, e com o PT, no Rio de Janeiro, justamente partidos a que a dupla se contrapõe no âmbito nacional.
Esses acordos estaduais causaram tensão entre militantes e lideranças da Rede e do PSB. A ponto de, na última quinta-feira, o Rede, que apesar de não ser formalmente um partido, tem estrutura própria, soltar uma nota procurando mostrar sintonia dentro da campanha.
A nota argumenta que tanto a Rede como o PSB são "independentes" e têm "autonomia política", garantindo, no entanto, que Marina participará de atos da campanha em todos os Estados.
O documento, porém, faz questão de lembrar que "os militantes da Rede têm data para deixar o PSB, conforme compromisso firmando entre os partidos no fim do ano passado", explicando que isso ocorrerá quando a Rede obtiver seu registro como partido na Justiça Eleitoral.
Rusgas à parte, pelo menos no campo nacional, a estratégia será a de qualificar o modelo atual como "desgastado" e taxar a oposição, encabeçada pelo PSDB, como mero "contraponto desse modelo".
"Essa é uma via alternativa, uma coligação que se propõe a ter uma posição em relação ao Brasil que modifique sua agenda, o modelo político e o modelo de gestão do Estado", disse Feldmann.
"A gente não se diz nem de oposição nem de situação. A gente recolhe pontos positivos do PT e do PSDB. Mas reconhece que o salto que o Brasil precisa não está mais ligado ao modelo atual", afirmou.
Leia abaixo perfil do candidato publicado pela agência Reuters:
Político obstinado e negociador hábil, Eduardo Campos é candidato em formação

Por Jeferson Ribeiro

BRASÍLIA (Reuters) - Herdeiro político do lendário Miguel Arraes, um dos ícones brasileiros da resistência à ditadura militar, o pré-candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, é um gestor obstinado e negociador político hábil e duro, mas ainda tenta calibrar melhor o perfil de sua candidatura.
O aprendizado em palanques começou cedo, aos 21 anos, quando participou ativamente da eleição de Arraes, seu avô, para o governo de Pernambuco em 1986. Depois disso, recém-formado em economia, Eduardo Campos foi chefe de gabinete de Arraes, partindo daí para construir sua própria carreira política.
Mas se o ponto de partida foi o avô, quem conheceu um e conhece o outro vê fortes distinções. "Ele gerencialmente é melhor que o avô. Politicamente é mais autoritário que o avô", resumiu um político pernambucano.
Em um campo de futebol, nas palavras de um ex-assessor próximo, Arraes seria um meia cerebral, capaz de lançamentos precisos e com ampla visão de jogo. Campos traz mais um perfil para o ataque, jogaria com a camisa de centroavante, mas não daqueles trombadores.
As diferenças entre eles também são atribuídas ao ambiente político em que os dois foram forjados. Arraes enfrentou a ditadura e aprendeu a fazer política nas dificuldades do sertão. Campos, de 48 anos, desenvolveu seu traquejo político na democracia e com mais condições do que o avô.
A obstinação herdada, porém, provavelmente é seu traço mais marcante.
Depois de ocupar cargos na administração do avô, foi eleito deputado estadual e federal, foi o ministro mais jovem do governo do então presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva e se elegeu governador duas vezes.
No início de 2013, embalado pelo desempenho notável do PSB, do qual é presidente nacional, nas eleições municipais do ano anterior, Campos disse à presidente Dilma Rousseff (PT) que não negociaria o apoio do partido à sua reeleição antes de 2014.
Conforme os meses foram passando, porém, Campos mudou de ideia e estratégia. Entre setembro e outubro o PSB deixou seus cargos no governo Dilma e, numa reviravolta eleitoral impressionante, filiou a ex-senadora Marina Silva para ser sacramentada agora em junho companheira de chapa de Campos como candidata a vice na corrida presidencial.
Mas os últimos meses não deixaram claro o perfil do candidato do PSB na corrida presidencial. Campos busca se apresentar como agente de uma nova política e prega o fim da polarização entre PT e PSDB, que completam 20 anos no comando do país no final de 2014, somados os governos dos dois partidos.
Ele e Marina, que tem um capital político maior por ter disputado a eleição presidencial de 2010 e recebido quase 20 milhões de votos, tentam se equilibrar no discurso de oposição ao atual governo, mesmo tendo sido ministros do governo Lula.
Campos também chegou a fazer uma espécie de dobradinha com o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, em alguns momentos nos últimos meses, mas essa estratégia não funcionou.
"Ele se tornou uma imitação do Aécio. Entre a cópia e o produto original, as pessoas preferem o autêntico", comparou um ministro do governo ao analisar o adversário.
Talvez esse seja um dos motivos que expliquem por que Campos aparece num distante terceiro lugar na disputa, que é liderada por Dilma e tem em Aécio o principal candidato oposicionista. Por outro lado, Campos também terá dificuldades de se descolar do PT, já que apoiou os governos Lula e o governo Dilma até o ano passado.
OBSTINAÇÃO
Em Pernambuco, Campos é visto como um gestor obstinado, que controlava os comandados de perto e cobrava o atendimento de metas quando estava à frente do governo.
Esse controle é visto por adversários como traço de coronelismo, já que a figura do ex-governador parecia onipresente nos demais Poderes e nas administrações municipais.
"Muitos têm medo de dar declaração contrária ao governador", afirmou em novembro à Reuters o deputado estadual Daniel Coelho (PSDB), uma das poucas vozes ativas da oposição à época na Assembleia Legislativa.
Apesar de ser visto como um "trator político", Campos não costuma alimentar ódios pessoais nesse terreno. Exemplo disso é a aliança fechada com o experiente senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), seu antecessor no governo estadual e grande rival de Arraes em Pernambuco.
O que Campos não gosta é de ficar encurralado. Aí, a reação dele não perdoa quem estiver na frente, segundo aliados. Se acuado, "ele não pisca", disse o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a um interlocutor para descrever o pernambucano.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Em convenção, PSD de Kassab confirma apoio à reeleição de Dilma

25/06/14 às 12:21 - Atualizado às 12:33   |  Folhapress

RANIER BRAGON E TAI NALON BRASÍLIA, DF - Terceiro maior partido na coalizão de apoio a Dilma Rousseff, o PSD do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab aprovou nesta quarta-feira (25), em convenção nacional, a adesão à reeleição da presidente da República. A decisão foi apoiada por 108 (95%) dos 114 convencionais que votaram. Com isso, Dilma caminha para ter cerca de 45% no tempo de propaganda eleitoral na TV, que é o principal instrumento das campanhas políticas. Projeta-se que ela tenha 11min25s em cada bloco de 25 minutos.
O anúncio do apoio foi feito com a presença de Dilma e de seu vice, Michel Temer (PMDB), que compareceram à convenção, realizada no auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados. Político que ganhou projeção em aliança com o PSDB de São Paulo, Kassab liderou a criação do PSD em 2011.
A sigla já surgiu com uma inclinação governista, embora o ex-prefeito de São Paulo tenha, em 2012, ainda apoiado a fracassada candidatura do tucano José Serra à Prefeitura de São Paulo. Apesar de há meses ter afirmado que o partido marcharia com Dilma, nos últimos tempos Kassab chegou a manter conversas com Aécio Neves (PSDB), principal adversário hoje da petista, e tentou emplacar a si próprio como vice de Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo.
Na coalizão dilmista, o PSD só é menor do que o PT e o PMDB. Hoje, comanda a Secretaria da Micro e Pequena Empresa, mas é certo que terá seu espaço ampliado em caso de reeleição da presidente. Além do PSD, Dilma já recebeu o apoio oficial de PMDB, PDT e Pros.
 

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Médico Clínico e Sanitarista - Doutor em Saúde Pública - Coronel Reformado do Quadro de Dentistas do Exército. Autor dos livros "Sistemismo Ecológico Cibernético", "Sistemas, Ambiente e Mecanismos de Controle" e da Tese de Livre-Docência: "Profilaxia dos Acidentes de Trânsito" - Professor Adjunto IV da Faculdade de Medicina (UFF) - Disciplinas: Epidemiologia, Saúde Comunitária e Sistemas de Saúde. Professor Titular de Metodologia da Pesquisa Científica - Fundação Educacional Serra dos Órgãos (FESO). Presidete do Diretório Acadêmico da Faculdade Fluminense de Odontologia. Fundador do PDT, ao lado de Leonel Brizola, Darcy Ribeiro, Carlos Lupi, Wilson Fadul, Maria José Latgé, Eduardo Azeredo Costa, Alceu Colares, Trajano Ribeiro, Eduardo Chuy, Rosalda Paim e outros. Ex-Membro do Diretório Regional do PDT/RJ. Fundador do Movimento Verde do PDT/RJ. Foi Diretor-Geral do Departamento Geral de Higiene e Vigilância Sanitária, da Secretaria de Estado de Saúde e Higiene/RJ, durante todo o primeiro mandato do Governador Brizola.