terça-feira, 19 de agosto de 2014

Na TV, Lula pedirá a eleitor voto 'sem medo' em Dilma


No primeiro programa eleitoral de TV de Dilma Rousseff, que vai ao ar nesta terça-feira (19), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pedirá que as pessoas votem "sem medo" na candidata do PT e dirá que ela fará um segundo mandato "melhor" que o primeiro.
Dilma e Lula estrelarão o programa e o ex-presidente usará seu tempo para dizer que ninguém se arrependeu de ter lhe dado mais quatro anos em 2006 e que também não irão se arrepender com a reeleição da presidente.
A propaganda eleitoral na TV começa hoje. Dilma terá quase o triplo de tempo de TV de Aécio Neves (PSDB), com 11 minutos e 24 segundos. O programa de estreia com Lula será exibido a partir das 13h e não trará ataques ao tucano.
A propaganda eleitoral também exibirá depoimento do ex-presidente, gravado em estúdio, em homenagem a Eduardo Campos, que morreu em um acidente aéreo na última quarta-feira (13) e era candidato a presidente.
Segundo a Folha apurou, o petista vai dizer, ao final do programa, que tinha relação de "pai e filho" com o ex-governador de Pernambuco. E fará referência ao bordão que virou as últimas palavras públicas de Campos antes da tragédia: que ninguém deve "desistir do Brasil".
De acordo com sorteio feito pelo Tribunal Superior Eleitoral, Marina Silva (PSB), que deve ser oficializada candidata nesta quarta (20), abrirá o programa eleitoral no primeiro dia. Dilma será a quinta candidata a ir ao ar.
O programa a mostrará como a condutora de um projeto de continuidade que promoveu mudanças –diferente de 2010, quando a então candidata foi apresentada como a ''gerente'' do governo Lula.
Embalado pelo mote ''Mais Mudança, Mais Futuro'', o programa comandado pelo marqueteiro João Santana e sua equipe começa com imagens das realizações do governo. O programa ressaltará que o país passou pela crise econômica mantendo empregos e garantindo estabilidade.
Repetindo um mote explorado exaustivamente depois da Copa para enaltecer a organização do evento, dirá que os ''pessimistas'' são os que desistem antes de começar.
Após a fala de Lula, serão exibidas mais cenas de grandes obras tocadas pelo governo. O programa termina com o clipe ''Coração Valente'', jingle lançado durante a convenção do PT, em junho.
Aécio Neves vai dedicar um quarto do tempo de seu primeiro programa de TV para homenagear Campos. O tucano escreveu de próprio punho o texto, que lembrará o momento em que conheceu Campos, "quando eu acompanhava meu avô, Tancredo Neves, e ele, Miguel Arraes". Aécio dirá ainda que os dois sempre tiveram uma relação de "respeito e amizade" e que tinha ideias para o Brasil em comum com o pessebista, mesmo os dois atuando em partidos diferentes.
O programa do PSDB seguirá com uma apresentação de Aécio. O mote da propaganda é o slogan "bem-vindo à mudança".
O programa do PSB irá se concentrar na homenagem a Campos. De acordo com integrantes da campanha, a ideia é utilizar imagens que foram gravadas ao longo dos últimos meses e que mostram Campos sorridente e confiante. Cenas das cerimônias fúnebres não serão usadas.
Marina Silva, que assumirá a cabeça de chapa ao Planalto, terá destaque na propaganda, mas ainda não será tratada como candidata.
Antes da morte do aliado, a ex-senadora iria apresentar Campos na TV.
Colaboraram DANIELA LIMA e MARINA DIAS

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Marina tem empate técnico com Aécio no 1º turno e com Dilma no 2º turno, diz Datafolha

segunda-feira, 18 de agosto de 2014 04:35 BRT


Marina aparece em empate técnico na corrida presidencial com Aécio Neves (PSDB) no primeiro turno e com Dilma Rousseff (PT) no segundo turno, nas duas situações à frente dentro da margem de erro, mostrou a primeira pesquisa eleitoral após a trágica morte do candidato Eduardo Campos (PSB).
Segundo o Datafolha, Marina, que deve ser confirmada candidata do PSB à Presidência da República nesta semana, aparece na disputa com 21 por cento das intenções de voto, acima dos 20 por cento de Aécio e atrás de Dilma, com 36 por cento.
Já na simulação de segundo turno, Marina fica numericamente à frente de Dilma, com 47 por cento contra 43 por cento da presidente que busca a reeleição.
No primeiro turno contra Aécio e no segundo contra Dilma, trata-se de uma situação de empate técnico, considerando a margem de erro da pesquisa de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
De acordo com o Datafolha, em um segundo turno entre Dilma e Aécio, a presidente venceria por 47 por cento a 39 por cento, o que representa uma melhora da petista sobre a sondagem anterior em julho, que mostrava 44 por cento a 40 por cento, com empate técnico naquela ocasião dentro da margem de erro.
Os números do Datafolha afastam a hipótese de conclusão da eleição presidencial no primeiro turno, porque Marina tem quase três vezes as intenções de voto de Campos, que aparecia com 8 por cento.
A ex-senadora atrai eleitores que antes se diziam sem candidato e não tira votos dos dois principais adversários: Dilma aparecia com os mesmos 36 por cento e Aécio com iguais 20 por cento na pesquisa anterior feita pelo Datafolha.
As intenções de voto nulo ou em branco, contudo, caíram de 13 por cento na pesquisa anterior para 8 por cento, enquanto os indecisos recuaram de 14 por cento para 9 por cento agora.
O presidenciável do PSB Campos morreu na última quarta-feira, dia 13, em um acidente de avião no litoral de São Paulo. A morte repentina do socialista colocou Marina, sua vice na chapa, como nome natural para assumir a candidatura pelo partido.   Continuação...


domingo, 17 de agosto de 2014

Dilma e Aécio acompanham velório de Eduardo Campos no Recife

Rivais nas eleições, eles se cumprimentaram e depois abraçaram a família.
Ex-presidente Lula e outros políticos também foram ao velório.

Mariana Oliveira e Katherine Coutinho Do G1, no Recife, e do G1 PE
A presidente Dilma Rousseff e o senador Aécio Neves se cumprimentam durante o velório de Eduardo Campos no Recife (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)A presidente Dilma Rousseff e o senador Aécio Neves se cumprimentam durante o velório de Eduardo Campos no Recife (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)

A presidente Dilma Rousseff e o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, acompanharam na manhã deste domingo (17) o velório do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, no Recife. Os dois se abraçaram ao se encontrar.
Dilma chegou ao Palácio Campo das Princesas, sede do governo do estado, por volta de 10h. Ela estava acompanhada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao chegarem, ela e Lula foram vaiados por parte do público presente. Depois, vieram aplausos do palco onde estavam as autoridades, e o público acompanhou.
A presidente Dilma Rousseff durante o velório de Eduardo Campos (Foto: Lucas Liausu/Globoesporte.com)A presidente Dilma Rousseff durante o velório de
Eduardo Campos (Foto: Lucas Liausu/
Globoesporte.com)
Dilma abraçou os familiares de Campos e trocou palavras com a viúva, Renata. A presidente ficou a maior parte do tempo distante do caixão. Lula também conversou com a viúva e com os filhos de Campos.
Aécio chegou logo depois da presidente, em um momento em que a a missa campal em homenagem a Campos começava. Ele se dirigiu ao palco das autoridades e cumprimentou Dilma. Depois, se sentou próximo a políticos de seu partido, como o governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho, e o ex-governador de São Paulo, José Serra.
Ao final da missa, Dilma, Aécio e Lula, que se sentaram próximos no palco das autoridades, se aproximaram dos filhos e da viúva de Campos. Eles abraçaram os familiares do ex-governador, que agradeceram as homenagens. Lula, visivelmente emocionado, chorava ao lado da família de Campos.
candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, no velório do ex- governador pernambucano Eduardo Campos no Palácio do Campo das Princesas (Foto: Márcio Fernandes/ Estadão Conteúdo)candidato do PSDB à Presidência da República,
Aécio Neves, no velório do ex- governador
pernambucano Eduardo Campos no Palácio do
Campo das Princesas (Foto: Márcio Fernandes/
Estadão Conteúdo)
Os três deixaram o Palácio Campo das Princesas após a missa e não falaram com jornalistas.
Aviões com convidados
Políticos de todo o país, tanto de partidos aliados do PSB como de adversários, lotaram o palco das autoridades durante o velório.

Ao aeroporto do Recife, chegaram 63 aviões com convidados para o adeus a Campos.
Entre os políticos presentes, além de Dilma, Lula e Aécio, estavam a nova candidata a presidente pelo PSB, Marina Silva; o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin; o governador Agnelo Queiroz, do Distrito Federal; o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante; a ministra da Secretaria dos Direitos Humanos, Ideli Salvatti; o ministro do Esporte, Aldo Rebelo; o ex-ministro e candidato do PT ao governo paulista, Alexandre Padilha; o candidato a vice na chapa de Aécio Neves, senador Aloysio Nunes e o ministro do STJ Francisco Falcão.
Ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff cumprimentam os familiares de Eduardo Campos (Foto: Lucas Liausu/Globoesporte.com)O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o senador Aécio Neves e a presidente Dilma Rousseff cumprimentam os familiares de Eduardo Campos (Foto: Lucas Liausu/Globoesporte.com)
 
 
 
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sábado, 16 de agosto de 2014

PSB aprova Marina como candidata à presidência no lugar de Campos

País - Eleições 2014

Vice-presidente, que deve ser um integrante do partido de Campos, ainda não foi definido

PSB aprovou em reunião nesta sexta-feira (15) o nome de Marina Silva para candidatura à presidência pelo partido, no lugar de Eduardo Campos, morto na última quarta-feira em acidente de jato executivo em Santos. O encontro, realizado em um hotel de São Paulo, no entanto, não confirmou o nome do candidato à vice, que deve ser um integrante do partido do ex-governador de Pernambuco. Outra reunião está marcada para a próxima quarta-feira, um dia após o início do horário eleitoral na TV e no Rádio. O presidente do PSB, Roberto Amaral, havia revelado na sexta-feira que a ex-ministra do Meio Ambiente e candidata à vice-presidência da República Marina Silva tinha aceitado ser cabeça de chapa da coligação Unidos para o Brasil, em substituição a Campos.

Marina aceita substituir Campos e autoriza consulta

Horário eleitoral no rádio e na TV começa nesta terça

Petista diz que Campos era adversário mais forte que Marina
Substituto de Eduardo Campos está nas mãos de duas mulheres

Tércio Amaral
 
Publicação: 16/08/2014 16:17 Atualização:


O destino do PSB nestas eleições está nas mãos de duas mulheres. A viúva do ex-governador e candidato à Presidência da República Eduardo Campos, Renata Campos, e a ex-senadora Marina Silva. As duas devem conversar no Recife ainda esta semana para definição nas mudanças da chapa presidencial do partido em virtude da morte do socialista na última quarta-feira (13) em Santos, no litoral de São Paulo, num acidente de avião. Marina, inclusive, chega ao Recife neste sábado (17), e as duas devem ter uma longa conversa.
Enquanto mulher do ex-governador e uma de suas principais conselheiras, Renata Campos deve ser indagada pela ex-senadora Marina Silva para saber sua posição no partido. Se deve, ou não, ser a candidata. Apesar de ser vista como a melhor alternativa dentro deste cenário, Marina precisa ouvir a ex-primeira-dama, inclusive, sua opinião na escolha do vice-candidato presidencial. Marina, inicialmente, era a candidata a vice de Eduardo Campos, mas com a mudança, também deve ser substituída.
Em Pernambuco, existe o desejo de que, no posto de vice, o candidato seja um pernambucano. Entre alternativas, estão o ex-deputado Maurício Rands, primo de Renata, o irmão de Eduardo Campos, o escritor Antônio Campos, além do ex-ministro Fernando Bezerra Coelho, este último candidato ao Senado por Pernambuco. Mesmo com este “sentimento”, alguns socialistas ouvidos em reserva garantem que o vice será escolhido entre os deputado Julio Delgado (MG) e Beto Albuquerque (MG).
A ex-primeira-dama Renata Campos convocou a imprensa para dar sua opinião sobre este cenário na próxima segunda-feira (18), no Recife, numa casa de recepções num bairro da Zona Norte do Recife, às 10h da manhã. Os filhos do ex-governador também estarão no encontro. Será a primeira vez que a viúva vai falar com os jornalistas sobre o acidente e os novos rumos do partido.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Erundina surge como alternativa a Marina em chapa do PSB à Presidência



Ouvir o texto

Uma ala do PSB defende que o partido proponha a candidatura de Luiza Erundina à Presidência, tendo Marina Silva como vice.
O nome uniria a legenda socialista e outros partidos da coligação. A ex-prefeita de São Paulo é considerada inatacável e tem ainda outra vantagem: é amiga de Marina e respeitada por ela.
Seria também uma fórmula para se livrar da candidatura de Marina apresentando uma solução palatável para as outras legendas da coligação, para a família de Eduardo Campos e também para a opinião pública.
O problema, segundo dirigente partidário ouvido pela Folha, seria convencer a própria Erundina.
O PPS, do deputado Roberto Freire e que integra a aliança que se formou em torno de Eduardo Campos, também é contra a ideia. A legenda está firme na proposta de lançar Marina, que já começaria a campanha de um patamar elevado de intenção de voto.
VICE
Há um outro movimento, no PSB de Pernambuco, para lançar Antônio Campos vice numa chapa encabeçada por Marina Silva.

VICE 2
Outro nome ventilado é o de Roberto Freire, deputado do PPS.

LUTO NÃO ELEITORAL
Marina Silva bateu duro ao ser consultada sobre a nota oficial que seria lançada pelo PSB sobre a morte de Eduardo Campos. Ela vetou termos como "não vamos desistir do Brasil" e frase que dizia que a tragédia "não encerra um ciclo". Disse que não endossaria qualquer expressão com conotação eleitoral.

BORRACHA
As notas de PSB e Rede Sustentabilidade foram divulgadas sem qualquer expressão que acenasse para o futuro da sucessão.

VOZ
A primeira manifestação pública, e contundente, de apoio a ela, no entanto, partiu de Antônio Campos, o único irmão de Eduardo Campos, em carta divulgada ontem pela Folha.

LUTO COMUM
Renata Campos, viúva de Eduardo Campos, pediu que os restos mortais do marido só fossem enviados ao Recife depois que os corpos das outras seis vítimas também fossem identificados.

PISTA
Lula telefonou para Ana Arraes, mãe de Campos, quando o avião que a levaria a Pernambuco, logo depois da morte do filho, se preparava para decolar de Brasília.

TEMPO
Interlocutores do ex-presidente dizem que ele se sente como o pai que se desentende com um filho que morre antes das pazes que eles seguramente fariam.

DESTINO
O ex-deputado Walter Feldman também embarcaria no avião de Eduardo Campos. Ele acompanhava Marina Silva e o candidato na viagem que ambos fizeram ao Rio, na terça-feira.

AGENDA
Eduardo Campos tinha reunião marcada para ontem de manhã no CFM (Conselho Federal de Medicina). O político havia incorporado a seu programa de governo ideias defendidas pela entidade. E dizia que o programa Mais Médicos só foi lançado porque o governo nada tem a mostrar na área da saúde.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Marina Silva poderia romper polarização PT-PSDB, diz 'Economist'


Uma reportagem publicada nesta quinta-feira no site da revista The Economist afirma que, caso seja confirmada para disputar a Presidência no lugar de Eduardo Campos, a ex-senadora Marina Silva pode representar um "rompimento da polarização do debate político" brasileiro entre PT e PSDB.
A coalizão liderada pelo PSB terá dez dias para escolher seu novo candidato presidencial. Poucas horas após a morte de Campos, em um acidente aéreo, Marina Silva falou a jornalistas que não é hora de se falar em política, diante da tragédia pessoal.
Para a revista britânica, a coalizão liderada pelo PSB "quase certamente" optará por Marina Silva. A Economist cita o desempenho dela nas eleições de 2010, quando chegou em terceiro lugar, atrás de Dilma Rousseff e José Serra.
"Em 2010, Silva abalou o Brasil com sua candidatura presidencial, e em particular seu uso inteligente das redes sociais. Isso fez com que ela partisse do nada para chegar no terceiro lugar, com 20 milhões de votos. Seu idealismo e probidade funcionam bem com eleitores jovens e urbanos, cansados da política de sempre."
O site de negócios Bloomberg Businessweek destacou a oscilação do índice Bovespa e da cotação do real – que caíram inicialmente após a notícia da morte de Campos, e depois se recuperaram.
"A volatilidade reflete o debate sobre quem ganhará apoio nas pesquisas de opinião [com a morte de Eduardo Campos]", avalia a publicação.
A revista cita duas previsões conflitantes: a Nomura Securities International acredita que Dilma Rousseff será prejudicada; já o Instituto Análise vê Aécio Neves perdendo votos.
 
Pouco destaque
O jornal espanhol El País especula sobre o cenário eleitoral após a morte de Eduardo Campos, também citando Marina Silva como provável candidata. O jornal lembra a popularidade da ex-senadora entre os 40 milhões de evangélicos do Brasil.
"Neste caso, o mínimo que se pode especular é que será muito difícil para a candidata do PT ganhar as eleições no primeiro turno, já que o peso não só político como também emocional em boa parte do eleitorado poderá pesar a favor da [possível] nova candidata", diz o El País.
"O que ninguém esquece neste momento é que a morte de Campos [...] representa uma grande perda para a política e sociedade brasileiras, já que o socialista era considerado uma das figuras mais dignas e preparadas da classe política."
Na Grã-Bretanha, a morte de Campos foi notícia em diversos veículos de grande circulação e audiência, mas com pouco destaque.
Entre os grandes jornais britânicos, apenas o Financial Times destacou em sua capa a morte de Campos, dizendo que o episódio pode "mudar radicalmente as perspectivas para as eleições mais disputadas do país em mais de uma década".

BBCBrasil.com 

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Quem sou eu

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Médico Clínico e Sanitarista - Doutor em Saúde Pública - Coronel Reformado do Quadro de Dentistas do Exército. Autor dos livros "Sistemismo Ecológico Cibernético", "Sistemas, Ambiente e Mecanismos de Controle" e da Tese de Livre-Docência: "Profilaxia dos Acidentes de Trânsito" - Professor Adjunto IV da Faculdade de Medicina (UFF) - Disciplinas: Epidemiologia, Saúde Comunitária e Sistemas de Saúde. Professor Titular de Metodologia da Pesquisa Científica - Fundação Educacional Serra dos Órgãos (FESO). Presidete do Diretório Acadêmico da Faculdade Fluminense de Odontologia. Fundador do PDT, ao lado de Leonel Brizola, Darcy Ribeiro, Carlos Lupi, Wilson Fadul, Maria José Latgé, Eduardo Azeredo Costa, Alceu Colares, Trajano Ribeiro, Eduardo Chuy, Rosalda Paim e outros. Ex-Membro do Diretório Regional do PDT/RJ. Fundador do Movimento Verde do PDT/RJ. Foi Diretor-Geral do Departamento Geral de Higiene e Vigilância Sanitária, da Secretaria de Estado de Saúde e Higiene/RJ, durante todo o primeiro mandato do Governador Brizola.